Pastor da profecia está deprimido porque o mundo não acabou

Pastor da profecia está deprimido porque o mundo não acabou

Atualizado: Terça-feira, 24 Maio de 2011 as 9:38

O pastor americano Harold Camping, 89, está deprimido com o fato de o mundo não ter se acabado no dia 21 de maio, sábado, contraindo, assim, a sua profecia.

O fundador do Family Radio tem sido pressionado a dar uma explicação, mas ele não quer sair de sua casa em Oakland, onde está são e a salvo, nem conversar com dirigentes de seita e muito menos falar com jornalistas.

É a segunda vez que o pastor erra na data do fim do mundo. Na primeira, ele disse que o Juízo Final ocorreria no dia 6 de setembro de 1994. Mas agora, mais do que antes, ele tem sido motivo de chacotas.

Sites estão publicando fotos que simulam o arrebatamento de pessoas, como a de um cão que está ao lado de roupas das quais seu dono teria sido arrancado quando subiu para o céu pelas mãos de Jesus.

Tom Evans, do conselho da seita, disse que ouviu da mulher do pastor que ele está “perplexo” com o fracasso da profecia e que agora não sabe o que fazer da vida. “Ele está um pouco confuso”, teria dito a mulher de Camping.

Pastores de outras denominações acusam Camping de ser um falso profeta que tem sido útil àqueles que gostam de ridicularizar as religiões, como os neoateus.

No domingo (22), o britânico e líder ateísta Richard Dawkins reproduziu em seu site um artigo publicado no The Telegraph no qual o pesquisador de história Tim Stanley argumenta que os seguidores de Camping são pessoas simples e incultas e que, por isso, merecem um pouco de respeito. Foi, também da parte de Dawkins, um recado de que de fato tem havido excesso na zombaria.

Excesso tem havido com certeza em relação aos fiéis que se desfizeram de seus bens e quantias em dinheiro por acreditar que não precisariam mais deles.

Um exemplo é o americano Robert Fitzpratrick, 60, que investiu toda a sua economia – o equivalente a R$ 228 mil – na confecção de cartazes com o anúncio do fim dos tempos, afixando-os em pontos de ônibus e em estações do metrô de Nova York. Ontem, ele foi vaiado por uma multidão na avenida Times Square.

No sábado, o assunto foi o mais comentado no Twitter de vários países.

No Brasil, a piadinha mais recorrente foi de que o fim do mundo não veio para cá porque o país não tem infraestrutura para tão grandioso evento.

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