Pastor defende garoto que levou bronca na escola por gostar de rock

Pastor defende garoto que levou bronca na escola por gostar de rock

Atualizado: Quinta-feira, 4 Agosto de 2011 as 2:26

Recentemente a agência Bom Dia publicou a notícia sobre um garoto de Rio Preto que levou bronca na escola por gostar de Rock, a paixão pelo gênero musical faz com que o menino Marcelo tenha a atenção chamada pela diretora e perca a vontade de ir à aula e tocar violão e guitarra.   De acordo com Nara Campos Calachi, 26 anos, a paixão do filho Marcelo Corrêa de Carvalho, 8, pelo rock’ roll “irritou” a diretora Ana Maria Fernandes, 51. “Além  de o garoto perder a vontade de ir à aula e tocar violão e guitarra depois da conversa na diretoria”, diz a mãe.   A mãe de Marcelo conta que a diretora chegou a afirmar que o filho não era nada. “Que ele só tinha desenvolvido duas habilidades e ela, 20. E o pior: que todos os roqueiros são satânicos. Foi esse o termo que ela usou. Ele nunca tinha escutado essa palavra antes”, diz Nara.

A diretora contesta afirmando que não usou nenhum termo “pesado” e que não falou sobre assuntos que pudessem assustar Marcelo. “Mostrei a tradução de músicas prediletas dele. Ele as ouve todos os dias. A família tinha de saber a tradução das músicas dos ídolos desse garoto”, afirma a diretora.   Quanto a chamar os roqueiros de satânicos, a diretora afirma que disse outra coisa. “Falei que a maioria dos roqueiros se droga. Que morrem muito cedo. Exempliquei com a leva de roqueiros que morreram aos 27 anos. Acabamos de presenciar outra  morte que  foi a da Amy Winehouse”, diz Ana Maria.   A mãe de Marcelo afirma que a diretora destruiu o sonho do filho em ser roqueiro. “Não matei o sonho dele. Apenas fiz o Marcelo enxergar  e entender o que ouvia. Algumas músicas do rock não têm harmonia e melodia”, contesta a diretora.

Marcelo afirmou várias vezes durante a entrevista ao jornal que não quer voltar para aquela escola. “É uma pena ele ter saído. Se essa família resolver voltar atrás pode trazê-lo para estudar aqui”, afirma Ana Maria. Justiça Nara procurou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência contra a escola. “Algo tem de ser feito diante desse preconceito”. A diretora diz que vai esperar ser chamada pela Justiça.   Polêmica entre pastores   A polêmica envolvendo a diretora de uma escola e um garoto de 8 anos criticado por gostar de rock “bombou”  no portal do BOM DIA.

Pelo menos 60 leitores se manifestaram sobre o assunto até 21h30 desta quarta-feira (03), num duelo de opiniões contrárias ou favoráveis à diretora, para quem o genêro musical seria algo “demoníaco”.  Religiosos também entram no debate com opiniões divididas.

  O pastor da Igreja Pentecostal Luz da Vida, Luiz Nakagawa, defende que qualquer tipo de orientador tem de saber reconhecer o dom de cada pessoa. “Eles têm de ver qual aluno tem algum dom e explorá-lo de maneira correta”, afirma.

Luiz  tem um programa de televisão  no qual coloca  seu filho de 16 anos para soltar solos de guitarra. “Realmente há um rock que leva o som para um lado satânico, mas também há o rock que louva a deus. Meu filho é um roqueiro de Jesus”, afirma o pastor.

Mesmo assim,  ele é cauteloso sobre a postura da diretora. “Não sabemos realmente a raiz do problema”, diz.

O diretor do Centro Apologético Cristão de Pesquisas, o pastor João Flávio Martinez, também acredita que existe um lado satânico no rock, mas, diferentemente de Luiz, concorda com a escola por orientar a música adequada à idade do aluno, que tem apenas oito anos. “Mas, claro, parto do princípio de que a professora conversou com o menino dentro de um padrão pedagógico”, ressalta o pastor.

Ele também lembra que existem muitas  pessoas que gostam de rock  e, nem por isso, têm algum envolvimento negativo na vida. Mas reitera que a escola está certa. “Pelo contrário, ela tem a obrigação de ensinar”, diz.

Para a  estudante universitária Daiane Oliveira, de 23 anos, que sempre ouviu rock e é evangélica, nunca foi  problema  esse estilo de música. “Bandas de metal antigas falavam essas coisas (de satanismo) para assustar a sociedade e não para fazer pactos”, afirma.

“Se a professora o acha imaturo para esse tipo de música deveria  orientar os pais?”.     Por Pollyanna Mattos Com informações da Agência BOM DIA

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