Pastor diz que termo “unção” é frequentemente mal usado entre os evangélicos

Heber Campos Jr. explica que unção não é algo que vem e vai, mas algo que permanece nos cristãos.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 22 Junho de 2018 as 1:37

O pastor Heber Campos Jr. explicou em um vídeo publicado pela Editora Vida Nova que unção, diferente do que muitos pensam, não é algo que vem e vai, mas que permanece no cristão. Ele ressalta sua visão sobre o assunto baseando-se na Bíblia.

“É bom que a gente desconstrua algo que não está nas Escrituras, para depois a gente falar do que é um reflexo mais fiel do que está nas Escrituras. Para muitos, a unção do espírito é aquela coisa que entra antes da pregação começar e sai depois que a pregação terminou, como se o espírito fosse um poder variável, que vem e vai”, disse ele.

“A gente achar que a unção faz conosco que fazia com Sansão, por exemplo, quando o Espírito estava em Sansão e ele fez coisas extraordinariamente fortes, eu acho que essa não é uma boa analogia. Porque a unção nas Escritura não tem a ver primordialmente com poder. Unção era um ato público de reconhecimento de que alguém tem autoridade para exercer a sua função”, colocou o pastor.

Ele ainda salienta sobre a história de Saul. “Na história de Saul acontece algo curioso. Ele acaba abandonando os caminhos de Deus e diz que o Espírito saiu dele. Depois disso, Davi teve um encontro com Saul e não o mata, porque ele era ungido do Senhor. O que Davi estava expressando aqui é que ele não tinha liberdade para matar Saul, porque tinha a autoridade”, coloca.

“No Novo Testamento o texto mais útil para a gente compreender a unção é I João 2. Frequentemente as pessoas são confundidas pelos títulos em negrito dizendo sobre a unção do Espírito Santo, que na verdade não é um retrato dos mais fiéis. A unção do Santo não está falando do Espírito, mas de Jesus. Ele é o Santo da passagem. Inclusive fala do retorno Dele. Então é uma referência clara da segunda pessoa da Trindade, o santo de Israel. E é Ele quem nos dá autoridade”, ressalta.

“A unção tem a ver com autoridade que recebemos, por que a verdade da Palavra reside em nós. I João 2 fala que a unção permanece, ela não vem vai. Unção não é um bom termo para a gente falar do pregador, porque dá a impressão que ele tem uma coisa por pouco tempo. Na verdade, a unção é o que nos une e não o que nos separa”.

“Unção não é uma coisa que vem e vai. É algo que permanece, é a palavra de Deus aplicada ao nosso coração. Ela é conosco, então quando o pregador vai ministrar a Palavra ele tem que ir na confiança de que já é ungido por Deus. E quando nós oramos, não devemos orar para que Deus unja o pregador, porque ele já tem a unção dos Santos”.

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