Pastor exige pedido de desculpa após ser demitido por orar em nome de Jesus

Pastor exige pedido de desculpa após ser demitido por orar em nome de Jesus

Atualizado: Quarta-feira, 14 Julho de 2010 as 1:18

O pastor da Carolina do Norte - EUA, Ron Baity, está exigindo um pedido de desculpas de parlamentares em seu Estado, depois que ele foi demitido de suas funções de capelão por orar em nome de Jesus.

O representante legal do pastor enviou uma carta na semana passada ao Orador da Câmara dos Deputados da Carolina do Norte, Joe Hackney e o escrivão da Câmara pedindo que seu cliente receba uma carta de desculpas e um outro convite para oferecer uma invocação sem censura no Parlamento.

Baity foi agendado para oferecer a oração de abertura da Casa para toda a semana de 31 de maio. Mas depois que ele fez a primeira oração em nome de Jesus, ele foi demitido das suas funções para o resto da semana.

"Eu fui demitido," disse Baity, pastor da Igreja Batista Berean em Winston-Salem, para a Rádio Fox News.

De acordo com Baity, foi mostrado ao secretário da Câmara a transcrição de sua oração e os olhos dele foram para o fim da página para a palavra de Jesus. Ele lembrou do secretário dizendo-lhe: "Nós preferimos que você não use o nome de Jesus. Temos algumas pessoas aqui que podem ser ofendidas."

"Fizeram-me sentir como uma segunda classe da Carolina do Norte, quando fui informado que meus serviços não seriam mais necessários, se eu não podesse oferecer a oração de abertura se não fosse da forma prescrita pela Câmara dos Representantes, ao invés da forma que minha fé bíblica requer,"disse Baity.

"Parece que só os líderes religiosos dispostos a uma oração prescrita pelo governo, seria dada a honra de participar neste exercício oração legislativo no futuro."

O Orador Joe Hackney e líder republicano Paul Stam lançou um comunicado conjunto prometendo rever orientações sobre orações de abertura, mas não emitiu um pedido de desculpas.

Os defensores da atual regra de oração da Câmara da Carolina do Norte, argumentam, não há lugar para as orações sectárias em uma oração de legislatura. A União das Liberdades Civis Norte-americanas (American Civil Liberties Union of North Carolina) alegou que uma pessoa oferecendo uma oração a uma sessão legislativa está atuando como porta-voz do governo "e não como um cidadão comum. O governo deve permanecer neutro em questões de religião, assim a oferta de um a oração também deve usar termos genéricos.

Mas o representante legal do Pastor Ron Baity, David Gibbs da Associação de Lei Cristã, afirma que Baity tem o direito de orar em nome de Jesus enquanto ele não faça proselitismo ou fale negativamente sobre outra fé.

"A Primeira Emenda promete a todos os Norte-americanos o livre exercício de sua religião, o que inclui o direito de orar como sua fé exige, mesmo quando eles são convidados a abrir sessões Legislativas do Estado com a oração," ressaltou Gibbs.

"Não há nenhuma autoridade na história americana, tradição ou precedente do Supremo Tribunal, que exige uma legislatura para censurar as orações de um cidadão privado, a fim de participar de um benefício ou privilégio que é oferecido aos demais cidadãos do estado," acrescentou.

Na carta de 07 de julho, Gibbs ameaçou aconselhar Baity a procurar outras opções legais se a Casa não honrar seus pedidos no prazo de dez dias.

"Confiamos que a Câmara dos Deputados da Carolina do Norte, vai perceber o seu erro e vai oferecer Pastor Baity outra oportunidade para orar sem exigir que ele use uma oração que é imposta pelo governo," acrescentou.

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