Pastor faria parte de grupo que decapitou empresários

Pastor faria parte de grupo que decapitou empresários

Atualizado: Segunda-feira, 26 Abril de 2010 as 12

Um pastor evangélico foi preso na manhã desta sexta-feira por policiais do Departamento de Investigações de Belo Horizonte. Ele é suspeito de envolvimento com a quadrilha que torturou, matou e decapitou os empresários Rayder dos Santos Rodrigues e Fabiano Ferreira Moura, no último dia 9, no bairro Sion, região sul da capital mineira.

O pastor teve o mandado de prisão expedido contra ele na tarde desta quinta-feira. A polícia ainda procura um advogado que também teria participado do crime com o repasse de informações sobre as vítimas para o líder da quadrilha, um empresário da região.

Segundo a Polícia Civil, o pastor já havia prestado depoimento na semana passada, quando teria dito que ajudou o empresário porque este teria prometido ajuda para gravar um disco de músicas evangélicas.

A quadrilha era formada por dois policiais militares, que faziam a segurança pessoal do empresário e participavam das sessões de tortura; por uma médica, amiga do líder do bando e responsável pelas transferências bancárias dos valores extorquidos; por um estudante de Direito, amigo e funcionário do empresário; e por um americano sogro de uma das vítimas.

A Polícia Civil informou que, além do pastor e do advogado que ainda é procurado, outras pessoas também são investigadas. Uma delas é a filha do americano, e namorada de Rodrigues.

De acordo com os depoimentos dos envolvidos, Rodrigues e Moura foram escolhidos como alvos porque participavam de um esquema de lavagem de dinheiro de empresas do ramo de informática envolvidas em uma megarede de contrabando.

Conforme as declarações prestadas em depoimentos pelos suspeitos presos, o grupo torturou durante dois dias as vítimas para que elas dissessem como chegar ao suposto líder do esquema, um homem identificado apenas como Marcinho.

Homem frio, inteligente e cruel

Os delegados que apuram os assassinatos são unânimes em dizer que o suspeito de ser o líder da quadrilha, "é um homem muito inteligente, cruel e perigoso". "É uma pessoa altamente manipuladora, envolvia as pessoas na trama dele, aterrorizava as pessoas e fazia com que fizessem o que ele mandava", afirmou o delegado Edson Moreira.

Além dos empresários e do ex-delegado da Delegacia Regional do Trabalho, Carlos Calazans, ele também teria extorquido e torturado o ex-sócio de uma agência de comunicação, Vinicius Mol. O jovem teria sido agredido durante várias horas para que entregasse dinheiro. Como o rapaz alegou não ter grandes quantias, o suspeito roubou telefone celular, cartões de crédito e outros pertences, segundo a polícia.

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