Pastor lista benefícios de confessar pecados uns aos outros: “Podemos ser curados”

Michael Krahn afirma que a prática bíblica é importante para que possamos pensar sobre o pecado em nossas vidas.

fonte: Guiame, com informações do Reforma 21

Atualizado: Sábado, 17 Fevereiro de 2018 as 12:09

Michael Krahn ressalta que confessar nossos pecados incentiva a dependência de outros. (Foto: Reprodução).
Michael Krahn ressalta que confessar nossos pecados incentiva a dependência de outros. (Foto: Reprodução).

Confessar os pecados pode ser uma ótima forma de se livrar deles. Você sabia disso? A Bíblia nos diz em Tiago 5.16: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados”. Nem todo mundo tem a coragem de contar o que anda fazendo de errado, mas a ação é necessária para se ver livre das amarras do diabo.

Pensando nesse assunto, o pastor Michael Krahn listou quatro motivos pelos quais devemos aderir a prática bíblica de confessar nossos pecados uns aos outros. Ele explica que a expressão “portanto” de Tiago 5.16 significa “porque o anterior é verdadeiro”. “Em outras palavras, ele está dizendo ‘Você deve fazer isso, pois será bom para você’”, disse ele em um artigo publicado em seu site oficial.

“Confessar seus pecados uns aos outros. Quando foi a última vez que você fez isso? O que significa, afinal? Será que isso significa pedir desculpas por ter sido rude ou crítico? Talvez confessar que eu disse algo que não deveria ter dito. Há pelo menos quatro razões pelas quais esta confissão mútua é boa para nós”, ressaltou.

1. Nos leva a pensar sobre o pecado em nossas vidas

“Quando consideramos isso, um pânico pode definir o quanto dos nossos pecados queremos confessar a alguém. Vamos revelar todos os nossos pecados ou vamos segurar os ‘realmente grandes?’. Se nunca confessarmos os nossos pecados e faltas uns aos outros, é mais fácil minimizar a gravidade do pecado e ignorar as potenciais consequências. Isso é menos provável se confessarmos os pecados uns aos outros”, coloca.

“Além disso, se vamos abordar esta prática honestamente, haverá um impedimento. Se sei que estarei compartilhando a confissão mútua com você na sexta-feira, posso repensar a ação no dia anterior, quando sou tentado a pecar”, exemplificou.

2. Nos leva a procurar pessoas de confiança

“Um dos meus compositores favoritos, Bill Mallonee, tem uma letra em uma canção chamada ‘A Certain Slant of Light’, que é assim: ‘Diga-me seu profundo, misterioso segredo e eu lhe direi o meu. É  esse o seu profundo, misterioso segredo? Oh, bem, deixa pra lá’. Há sempre esse medo”, diz.

“E se… o pecado secreto que você está prestes a confessar está muito além do pecado de seu confessor mútuo? E se… essa pessoa disser aos outros sobre o seu pecado? Você vai correr o risco? Claro que é preciso ser sábio sobre o que revelamos e para quem. Confissão à pessoa errada pode rapidamente se tornar uma forma pecaminosa de exibicionismo. Mas evitar completamente a confissão mútua é uma clara desobediência”, salienta.

3. Incentiva a dependência de outros

“Eu tenho usado isso para ser leal em meus relacionamentos. Superficialidade contínua e conversas sem profundidade, apesar de agradáveis, não vão levar você à intimidade de relacionamento. É quando vimos os dois lados de uma pessoa que realmente começamos a conhecê-la. E isso não acontece até que tenhamos revelado os dois lados, ou todos os lados, de nós mesmos”, diz.

“Não há intimidade sem risco, mas temos medo desta vulnerabilidade, não percebendo que sem ela os nossos corações viram pedra e não apenas as coisas ruins não vão sair dele –  coisas boas também não podem mais entrar”, enfatiza o pastor.

4. Podemos ser curados

“Como Jesus, Tiago usa palavras que têm significado físico, bem como um sentido espiritual. ‘Curado’ é uma dessas palavras. Claramente nos versículos anteriores ele está falando de doença física, mas no versículo 16, ele não deve estar apenas dizendo às pessoas para orar uns pelos outros quando se estão fatalmente doente. Aqui, a cura de que ele fala é espiritual”, coloca.

“Mas como podemos ‘confessar os nossos pecados’ uns aos outros se não estamos em uma relação autêntica, ou se não nos apegamos à graça como fundamento para nossa fé? Deus nos colocou juntos para sofrermos uns com os outros e também nos alegrarmos juntos. Praticar confissão mútua nos permitirá desfrutar de todo o espectro do relacionamento com Deus e com os outros”, finaliza.

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