Pastor parceiro na Bíblia Freestyle faz desabafo sobre críticas

Parceiro na Bíblia Freestyle faz desabafo sobre críticas

Atualizado: Quarta-feira, 13 Março de 2013 as 7:56

 

bíblia freestyleNa mesma velocidade com que a Bíblia Freestyle ganha novos admiradores, ela ganha novos críticos.
 
Idealizada por Ariovaldo Carlos Jr., pastor da Igreja Manifesto, o projeto é uma paráfrase da Bíblia Sagrada apresentada em um contexto bem atual.
 
Com um novo capítulo todos os dias no site, o trabalho de Ariovaldo Jr. agora é dividido com Guilherme Burjack, pastor batista e mestrando em Ciências da Religião pela PUC-GO.
 
Como já era de se esperar, Burjack também passou a sofrer com as mesmas duras críticas que Ariovaldo.
 
O pastor batista escreveu então um manifesto na página inicial do site do projeto, como um desabafo por ser mal interpretado.
 
Confira o texto:
 
Tenho experimentado nestes últimos dias o gostinho amargo de ser mal interpretado, ora por maldade, ora por amor mesmo. Por isso a razão deste texto.
 
Desde que estou, em parceria com Ariovaldo Carlos Jr? escrevendo uma paráfrase (insisto não é tradução) de textos do novo testamento, me deparei com algo interessante: a relação dos irmãos e irmãs em relação ao texto sagrado varia de total desprezo à reverência totêmica.
 
O que intriga nesta relação com o texto sagrado é que alguns não questionam o real significado da escritura: leitura - compreensão - aplicação. Esse foi o princípio que regeu desde o início a sua composição. Tanto os autores originais e na mão dos copistas (que colocaram em algumas cópias complementos para melhor compreensão).
 
Houve a preocupação pela compreensão, por isso o texto original foi escrito em grego, uma língua que um europeu, asiático e até mesmo um judeu poderiam ler. O grego estava para cristão do primeiro século como o inglês está para qualquer acadêmico no mundo hoje.
 
Nesta mesma condição a septuaginta foi escrita. Era preciso dar ao hebreu de fala grega acesso ao texto sagrado escrito em aramaico e hebraico. Imagine a cabeça dos primeiros leitores hebreus quando viram o nome de Javé (nome que nem era escrito e nem lido, apenas mensurado) agora escrito e lido em outra língua?
 
Este espanto com a Biblia Freestyle revela o quanto a nossa relação com texto sagrado é totêmica. Não a lemos como deveríamos, e quando a lemos sua influência não é capaz de fazer frente ao secularismo que se tornou padrão em nossas relações.
 
A Palavra de Deus precisa ser entendida. E há de fato, não digo eu, mas os dados sobre analfabetismo funcional, um mal silencioso que segrega milhares de pessoas. O silêncio sobre isso torna a democracia do conhecimento um bem para poucos, e o texto sagrado, desde a reforma, vem sendo de tempos em tempos popularizada (sofrendo também todo tipo de ataque por isso). Veja no link abaixo: 
 
 
Uma enormidade de gente que lê, mas não entende. Esta nação de pessoas está sentada nos bancos da igreja, pregando no púlpito, frequentando as universidades, escolas e no boteco da esquina. Posiciono-me na defesa desta gente invisível que o Estado (com todos os seus agentes, inclusive as universidades), que a Igreja (em todas as suas vertentes) e que os ministros (de todos os ambientes) ignoraram. Graças a Deus a SBB abriu os olhos, viu essa gente e lançou há alguns anos NTLH. Nesta mesma linha também a SBI lançou a NVI. Ambas sofreram todo tipo de ataque. Faz parte do jogo totêmico.
 
A forma como é apresentada a versão parafraseada da Bíblia (Bíblia Freestyle) pode causar espanto em alguns, mas para todo exegeta a paráfrase é um recurso comum. Muitos não sabem que o seu pastor faz isso também, ou pelo menos deveria estar fazendo.
 
Sobre os termos, bem os termos podem ser questionados. Não vou entrar no mérito da questão. A língua é viva. Em cada canto ela opera de uma forma. Bobagem achar o contrário e discutir se tal palavra deveria entrar ou não.
 
Vou continuar a escrever esta paráfrase. Creio que estou cooperando com o Reino ao torná-la mais compreensível para alguns. Ainda creio na Bíblia como revelação suficiente de Deus. Útil para ensinar, repreender, exortar e edificar. Não abro mão das traduções, tenho quase todas na minha biblioteca e insisto com os irmãos onde sirvo como pastor e com todos os leitores que leiam, aprendam e ponham em prática o texto bíblico.
 
É isso.
 
 

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