Pastor prova que é possível evangelizar com humor

Pastor prova que é possível evangelizar com humor

Atualizado: Quinta-feira, 13 Novembro de 2008 as 12

Da Redação

É costume relacionar o título de "pastor" à exposição e contextualização da Bíblia. Entretanto, muitos pregadores encontram formas variadas de levar a mensagem da salvação. Esse é o caso do pastor Márcio Tadeu de Lima, que leva a Palavra por meio do humor. Além do monólogo "Veredas de um Sertanejo", que apresenta por todo o Brasil, Lima participa de programas humorísticos da televisão. Ele foi um dos finalistas do concurso de piadas veiculado pelo "Show do Tom", na Rede Record de Televisão, mas lembra que é importante a diferenciação nesse meio para que o seu testemunho seja válido. Confira a entrevista exclusiva que o pastor Lima concedeu ao Portal Guia-me .

O início

"O humor está na minha vida desde os 15 anos de idade, mas a profissionalização aconteceu depois dos 22 anos, quando fiz curso de teatro. Depois, comecei a fazer alguns trabalhos na televisão em programas de humor. Agora são seis personagens: freira, estudante, empregada doméstica, bêbado, bebê e menino.

Acredito que Deus presenteou-me com o humor, por conta de meu passado. Sou uma ex-criança de orfanato. Aos sete anos, dentro dessa instituição, fui violentado sexualmente, mas Deus colocou pessoas na minha vida que permitiram que a história triste mudasse. Acho que é um brinde estar levando a mensagem do Senhor através do riso."

A recepção da Igreja

"No início não foi muito fácil, mas a Igreja contemporânea abre o leque para as possibilidades de um evangelismo, não só social, mas também cultural. Temos muitos artistas na área da dança, na área cênica [...] Se não tivermos a mesma linguagem, fica difícil a aproximação. Têm lugares que jamais entraria como pastor, mas tenho chegado como humorista. Faço a parte do humor e depois dou meu testemunho de vida, mesmo sem eles perceberem, eu prego a Palavra."

Os obstáculos a enfrentar

"O grande desafio não é a questão eclesiástica, mas a secular, porque o meu humor é diferenciado: sem palavrões, sem piadas de duplo sentido. Nele tento resgatar a família. Têm sido difícil, porque as pessoas acostumaram-se com um tipo de humor, que não é muito sadio, mas eu percebo que já conquistamos um público que gosta deste."

Quem é o sertanejo?

Há oito anos que apresentamos pelo Brasil esse monólogo, ouço muitos testemunho de conversão, de pessoas que foram para o seminário e abraçaram projetos missionários, alcançaram pessoas no alto sertão do Nordeste e foram impactadas pela mensagem do "Veredas de um Sertanejo". Esse monólogo é o testemunho de um homem que eu colhi. Depois de 28 dias pregando no alto sertão paraibano, deparei-me com a casa do senhor José Quirela. Eu perguntei se ele daria a liberdade de transformar aquilo em um monólogo e pregar pelo Brasil.

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