Pastora Alda Célia fala sobre a "unção de Ester"

Pastora Alda Célia fala sobre a "unção de Ester"

Atualizado: Quarta-feira, 14 Abril de 2010 as 12

A palavra da pastora e cantora Alda Célia Cavagnaro fechou as palestras do último sábado (10) no CIT - Congresso Nacional de Teologia - realizado entre os dias 9 a 13 de abril, a bordo do navio MSC Ochestra, e que teve como itinerário os litorais paulista (Santos e Ubatuba) e carioca (Rio de Janeiro e Búzios).

A ministração, com o título "Unção de Ester: Removendo decretos de morte. Estabelecendo decretos de vida", a princípio era direcionada apenas às mulheres. No entanto, homens também compareceram e confirmaram terem sentido o agir do Senhor. "A sabedoria de Deus falar conosco através da sua palavra atinge a todos. Então, uma palavra que foi ministrada para mulheres, de fato alcançou a igreja de Cristo. Foi impactante, tenho certeza que vai levar a todos a um crescimento em Cristo Jesus", relatou o pastor Daniel Alves de Assis, líder da Igreja Batista Nacional Vinho Novo, de Cuiabá (MT).

Utilizando o testemunho da vida de Ester, a pastora Alda Célia destacou a importância de estarmos no "mundo" e não sermos dele, assim como Ester estava na Pérsia, mas não era de lá. "Ester reinou em uma terra que não era dela, nós temos que reinar neste mundo que não é nosso", afirmou.

Ainda fazendo um paralelo entre a vida de Ester e a Igreja de Cristo hoje, a pastora relembrou a história de Vasti, a rainha anterior a Ester que estava ocupada demais para ouvir a voz do rei. "Vasti perdeu seu lugar na hora em que desprezou o rei, pois achou que por ter uma aliança com ele, não necessitava mais obedecê-lo. A igreja hoje está parecida com Vasti. Não ouve as ordens de Deus", apontou Alda Célia.

Ministrando essa palavra desde 2008, a pastora destacou seis grandes inimigos de Ester: o abandono - Ester era órfã; a rejeição - era uma mulher que vivia em um mundo machista;; exclusão - uma judia num império persa; tristeza - perda dos pais e separação da família; vergonha - não revela suas origens; temor do homem - medo de ser morta se fizesse algo errado.

Após expor as fraquezas de Ester, a pastora colocou cinco idades de Ester - cinco períodos que a judia teve que passar para se tornar uma mulher que mudou a história da Pérsia.

A primeira idade está relacionada com a impossibilidade, segundo Alda Célia. Nesse período, Ester via o desafio muito maior do que ela, porém teve que seguir em frente. A pastora deu seu próprio testemunho: "Eu fiquei sete anos sem poder ter filhos. Nesse período de dor, Deus me deu uma música. Vocês conhecem", falou muito emocionada. E todos começaram a cantar juntos com ela: "O meu Deus é o Deus do impossível/ Que liberta encarcerados das prisões/Faz da estéril mãe de filhos/ Restaura a alma do ferido/ E dilata o amor nos corações".

Após o louvor, a ministra continuou: "Eu disse: Eu vou cantar e viver a palavra de Deus. Não importa o diagnóstico do homem, pois eu creio que a Tua palavra é como assinatura registrada pelo sangue do Cordeiro. E hoje, para a Glória de Deus, tenho dois filhos".

"Quando você supera a impossibilidade, você abre uma nova porta e se depara com a oportunidade, e essa é a segunda idade de Ester", disse Alda.

A pastora Keila Fátima Assis, da Igreja Batista do Novo Vinho, de Cuiabá (MT), contou em entrevista ao GUIAME.com.br como o Senhor tocou sua vida com a palavra do sábado: "Deus ministrou muito ao meu coração no sentido de sair para conquistar. E eu senti o Espírito Santo falar comigo e dizer para ir adiante, que ia me colocar em lugares nos quais eu não imaginava ir. Deus falou muito comigo sobre visão de águia, não perder o foco. Ir ao limite e, quando pensar que acabou, Deus ainda te levar além daquilo, porque águia é assim, ela supera".

Alda Célia chegou então ao ponto de maior impacto de sua ministração. "Quando você tem uma oportunidade, consequentemente abre-se a porta da intimidade (terceira idade de Ester). Aqui, Ester conquistou o coração do rei. Quando soube que o seu povo estava prestes a ser executado. Ela não foi correndo pedir ao rei Assuero que fizesse algo, primeiro decidiu agradá-lo. Convidou-o para um banquete e só depois que teve certa intimidade com o rei, que intercedeu pelo seu povo e o seu desejo foi atingido", disse Alda.

"A intimidade abre a porta da autoridade. Quando você tem uma aliança com o rei, você tem autoridade no reino", afirmou Alda Célia. Segundo a pastora, Ester foi vencendo as barreiras uma por vez e conquistando, com a graça de Deus, seu lugar no reino persa e cumprindo o propósito que o Senhor tinha para a sua vida. "Por tudo isso que passou, Ester chega a sua última idade. Ela deixou a sua marca na eternidade", disse a pastora.

Alda Célia mostrou que se deve olhar na história de Ester e observar como Cristo pode usar pessoas com dificuldades. "Ele os transforma e os capacita", apontou, destacando que "nas horas que você acha que Deus se esquece de você é provada a sua aliança".

A cantora pediu a todos que se colocassem de pé e fez uma oração. Todos que estavam no salão Shaker Lounge, do navio MSC Orchestra, foram ungidos com óleo de mirra (mesmo óleo que Ester usava para se perfumar para o rei). Muitas pessoas estavam emocionadas. "Fui ungida com óleo de mirra, recebi uma oração pessoal da pastora, senti muito a presença de Deus e creio na minha cura, creio que não tenho mais nódulo nenhum nas minhas pregas vocais", contou a pastora Keila Assis, que assistia à ministração.

CIT 2010 O CIT 2010 acontece de 9 a 13 de abril, a bordo do navio MSC Orchestra, partindo do porto de Santos (SP), passando pela capital carioca e fazendo mais duas paradas no estado do Rio de Janeiro: Búzios e Ilha Grande.

O evento, organizado pela agência de viagens Lexus Turismo, reúne músicos e palestrantes reconhecidos internacionalmente para louvor e discussão de temas bíblicos.

Por Débora Padoin Malva

Foto: Marcos Corrêa

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