Pastores podem decidir apoio a José Serra

Pastores podem decidir apoio a José Serra

Atualizado: Sexta-feira, 15 Outubro de 2010 as 9:24

Em meio à polêmica envolvendo religião e campanha eleitoral, o presidenciável José Serra (PSDB) pode ganhar apoio da classe de pastores ligados ao Manifesto pela Família. Presidente do movimento, o pastor Pedro Rodrigues, da Igreja Batista de Monte Verde, no Ibura, Recife, encontrava-se, ontem, no QG tucano em Pernambuco, e considerou a possibilidade de declarar o voto no presidenciável. Acompanhado de outros pastores, Pedro contabilizou cerca de mil religiosos como ele engajados na mesma mobilização, além dos fiéis. Em sua visão, a tendência, neste segundo turno, com base na experiência que tem junto aos evangélicos, é de que "a grande maioria vote em Serra. Em segundo, vem os que votam em branco e, por último, em Dilma (Rousseff/PT), nessa ordem", grifou.

Pastor Pedro enfatizou que, no primeiro turno, a Igreja não indicou voto em ninguém. "Fez campanha contra Dilma e o PT. Nós não temos candidatos", afirmou. A antipatia pela petista tem raiz em "coisas cabeludas", segundo ele, defendidas pelo PT. “O PT quis aprovar na surdina um Projeto de Lei que tornasse criminoso quem tivesse opinião contrária ao homossexualismo. Não é só o preconceito, o PL 122 é, além disso, contrário ao que diz a Bíblia, que seria incluída como um texto criminoso e homofóbico, nesse caso", explicou.

Estendeu ainda as queixas ao Plano Nacional de Desenvolvimento Humano (PNDH3). "Esse é horrível, descriminaliza o aborto. Quando Lula assinou, liberou os ministros a favor desse plano, como facilitar o aborto e disponibilizar aparelhos para fazer cirurgias de mudança de sexo", pontuou, lembrando que o ex-ministro dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, representando Dil-ma no Congresso, afirmara que o PNDH3 é o plano de governo de Dilma.

Por Renata Bezerra de Melo

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