Pensamentos de Pascal

Pensamentos de Pascal

Atualizado: Terça-feira, 29 Março de 2011 as 9:34

Milhões de pessoas conhecem a frase: “O coração tem razões, que a própria razão desconhece”. Poucas, no entanto, sabem que essa é apenas uma das pérolas de sabedoria criadas pelo gênio, matemático e cientista francês: Blaise Pascal. Menor ainda é o número de pessoas que sabem que Pascal foi, igualmente, um grande pensador cristão, fiel ao Senhor. Para reparar essa falta, a Abba Press decidiu – numa homenagem aos 340 anos da morte de Blaise Pascal - publicar sua coletânea de pensamentos e frases, organizadas após sua morte, por um de seus discípulos o Dr. Henri Massis. Blaise Pascal nasceu em Clemont-Ferrand na França, no dia 19 de junho de 1623. Viveu apenas 39 anos. Entretanto, sua genialidade lhe permitiu incursões brilhantes em várias áreas do conhecimento humano: inventou o princípio da máquina de calcular, corrigiu inúmeras formulas e teorias matemáticas e geométricas do passado. Seu legado, ainda hoje tem grande influência na engenharia, física, química e ciências da informática. Contudo, sua maior contribuição (e ainda pouco conhecida) à humanidade foi-nos presenteada através de sua conversão sincera e absoluta ao Cristianismo. Não à religião como instituição, mas ao verdadeiro senhorio de Cristo, como seu servo e discípulo. Assim como Agostinho, o irrequieto e criativo gênio francês, era um devasso. Buscava o prazer da mesma maneira frenética com que estudava e criava fórmulas e máquinas. Mas na noite de 23 de novembro de 1654, Pascal tem um encontro maravilhoso com Cristo e dedica sua vida a seguir e servir ao Senhor. Seu testemunho corre toda a França e cobre a Europa. Emprega todos os seus bens no ministério e vive uma vida de extrema simplicidade, devoção, ajuda ao próximo e reflexão teológica.

Seus pensamentos sobre a soberania e amor de Deus em comparação com a arrogância e fragilidade do ser humano são registrados de forma esparsa, como se fossem apontamentos para serem melhor desenvolvidos no futuro. Sua debilidade física, entretanto, não lhe dá esse tempo. Pascal morre em 19 de agosto de 1662, num leito humilde de hospital público, por força de expressa de sua vontade. Ele não queria privilégios que o povo mais simples não tivesse.

Seis anos após sua morte, a Abadia de Port-Royal publicou a primeira coletânea dos pensamentos de Pascal (Pensées). Anos mais tarde, o estudioso Henri Massis, discípulo de Pascal, assim como Jaques Chevalier, publica a presente obra, que se tornou um dos maiores clássicos da literatura, e que agora temos a honra de colocar à sua disposição em língua portuguesa. Qualquer outra informação, por favor, contate um de nossos editores.  

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