Pr. Francisco Paixão: "Mais igrejas se envolveram nesta Marcha"

Pr. Francisco Paixão: "Mais igrejas se envolveram nesta Marcha"

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2011 as 3:04

Realizada na última quinta-feira, 23/06, a 18ª edição da Marcha para Jesus de Fortaleza (CE) foi motivo de orgulho e satisfação para a Ordem de Ministros Evangélicos do Ceará (ORMECE), que ficou responsável pela organização do evento na capital cearense, contando com a ajuda de seus parceiros, como a Casa da Bíblia, Nossa Rádio e o Portal Guiame.

Animadas por grandes nomes da música gospel, como Fernando Fé, Marquinhos Gomes e Pr. Antônio Cirilo, mais de 100 mil pessoas puderam percorrer o já conhecido percurso que vai da Praça do Liceu, no bairro do Jacarecanga, descendo pela Avenida José Philomeno, indo pela Leste-Oeste até o aterro da Praia de Iracema, onde se formou a grande concentração para a realização de mais apresentações musicais e a ministração do Pr. Antônio Cirilo (Santa Geração).

Com exclusividade ao Portal Guiame, o presidente da ORMECE, Pr. Francisco Paixão falou sobre o crescimento da Marcha e lembrou que diversos fatores contribuíram estrategicamente para que o número de pessoas interessadas em participar do evento crescesse consideravelmente. Entre eles, uma união mais efetiva entre as várias denominações da capital cearense e seus respectivos pastores foi um ponto citado enfatizado pelo líder.

"Nós temos alguns elementos que favoreceram a Marcha neste ano, porque o número com certeza, duplicou. A divulgação foi maciça, mais pastores e igrejas se envolveram e também tivemos a condição de trazer cantores como o Marquinhos Gomes, Pr. Antônio Cirilo - que foi um presente do Pr. Abe Huber, da Igreja da Paz - e o Fernando Fé, que já é bem conhecido por aqui e tem feito uma dinâmica gostosa com os pastores", lembrou.

Percurso

Falando sobre o percurso da Marcha, Pr. Paixão lembrou que ele foi elaborado para que não se tornasse cansativo, mas sim valorizasse as belezas fortalezenses, como a beira da praia e a brisa agradável que é possível sentir ao caminhar por ela.

"O percurso não é cansativo. Pouco mais de quatro quilômetros - o que seria equivalente a um 'Cooper'. O caminho é muito bom, não é tão acidentado, mas sim bem tranquilo, vindo pela beira da praia, com aquela brisa boa. Isso também facilita com que um grande número de pessoas estejam conosco", assegurou.

Unidade

Falando sobre a grande adesão dos pastores à iniciativa da Marcha para Jesus, Francisco Paixão lembrou que essa foi uma boa prova de que as igrejas de Fortaleza estão dispostas a se unir como povo de Cristo - proposta que foi enfatizada pelo pastor como o principal objetivo da própria ORMECE.

"Com certeza, nós tivemos uma presença maior de igrejas e para nós isso é muito bom, porque vamos teremos esse aumento em nossos registros e lembrar sobre a importância da agregação do povo de Cristo. A ORMECE tem esse objetivo: de promover a unidade do povo de Cristo, a unidade pastoral. Quando a gente vê mais pastores envolvidos, é porque eles estão acreditando no trabalho da ORMECE", afirmou.

Seriedade

"A Marcha para Jesus não é um 'oba-oba". Foi com essa ideia central que o presidente da ORMECE finalizou o seu depoimento. Ao reconhecer que ainda há os que não olham com bons olhos para o evento, o pastor lembrou que iniciativa com propósitos sérios já firmados não podem se abalar com julgamentos assim.

"Alguns olham para a Marcha e julgam que é um 'auê', um 'oba-oba', mas não é assim. Moisés, quando saiu do Egito, trazendo o povo à Terra Prometida, uma multidão o acompanhava. Muitos murmuravam e se colocaram contra ele, mas ele suportou tudo isso, graças a Deus. Então eu também passo esses momentos de tensão. Muitas pessoas murmurando e eu penso: 'Agora eu sei o que Moisés sofreu'. Mas sou muito grato a Deus, embora o peso da responsabilidade seja grande. Eu tenho que vigiar mais, porque 'a quem muito é dado, também é mito cobrado'. Por isso eu tenho que colocar a minha vida todos os dias no altar, para que Deus me abençõe e eu possa agradar ao coração dEle", brincou.

Por João Neto - www.guiame.com.br

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