Pr.Bruno dos Santos: "Não quero pregar aquilo que ainda não vivi"

Pr.Bruno dos Santos: "Não quero pregar aquilo que ainda não vivi"

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 2:58

Bruno dos Santos é Diretor do VidaSat Comunicações, Coordenador Geral da CIA (Coalizão das Igrejas Apostólicas) e pastor da Igreja Vida Nova em São Paulo. Escritor e Conferencista, é formado em Teologia com especializações em Novo Testamento e Liderança.

Um dos principais colaboradores do Guia-me Pr. Bruno conta como foi o ano de 2010 e as expectativas para 2011. Confira:

Guia-me : O que poderia ser destacado como grande vitória alcançada em seu ministério no ano de 2010?

Pra mim a maior vitória é permanecer no ministério sem negociar a minha fé e a vocação de Deus em minha vida. O que vemos acontecendo com a grande maioria dos líderes atuais é um ajustamento de mercado. Muitos líderes começaram com ideais éticos e com sua vocação sincera diante de Deus, mas no meio do caminho, o dinheiro, a fama, a influência política e religiosa, os fizeram vender suas almas ao mercado de consumo, e a mensagem do Evangelho ficou alterada aos interesses carnais. Como Paulo disse aos Gálatas, começaram no Espírito e terminaram na Lei.

Guia-me: Após um ano conturbado como este (Copa do Mundo, Eleições, desastres naturais, crise no Rio de Janeiro), quais pontos poderiam ser destacados como grandes aprendizados em relação a este ano, não somente no seu ministério, mas também de uma forma geral?

Como ponto positivo queria destacar que a igreja evangélica alcançou um status social e sabe-se que ela possui hoje um peso nas decisões e interesses nacionais. Sejam decisões políticas ou estruturais, nós somos contabilizados como um segmento importante da sociedade. Apesar de sabermos que muitas pessoas acabam sendo manipuladas pelos líderes de determinados segmentos, isso é uma vitória histórica para um grupo de pessoas que sempre se viu marginalizado e ignorado socialmente.

Guia-me:  Percebe-se que os seus artigos / textos (publicados em seu blog e também no Guia-me) têm um caráter não apenas combativo, mas também reflexivo. Como é possível achar um equilíbrio entre essas duas características para um texto ou ministração?

Nossa responsabilidade como cristãos não está apenas no fato de denunciar os descalabros sociais ou religiosos. Precisamos também indicar caminhos alternativos e soluções que amenizem a dor e o sofrimento. Jesus não apenas denunciava o mau uso da religião, ele fazia a sua parte indo e pregando, curando e trazendo as pessoas para uma proximidade maior com Deus. Não gosto de pessoas que ficam apenas na crítica sem fazer algo que as legalizem a falarem sobre o tema. Pois é fácil falar, difícil é agir para mudar uma estrutura. Dai a razão pela qual acredito que a denúncia precisa ser também reflexiva, deixar uma idéia, uma proposta como alça para uma mudança.

Guia-me : Quais são as suas expectativas e planos ministeriais para o ano de 2011?

Encontrar a coerência entre a vida a e as palavras que ministro. Não quero pregar aquilo que ainda não vivi, nem quero fazer algo que não acredito que seja verdade. Minha maior expectativa é que o Evangelho cresça no Brasil de forma coerente e que a nossa igreja seja encontrada fiel no exercício do ministério cristão.

Por Redação Guia-me

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