Presidente do hospital Mário Gatti explica mudanças na Capelânia

Presidente do hospital Mário Gatti explica mudanças na Capelânia

Atualizado: Terça-feira, 17 Maio de 2011 as 2:12

Campinas (SP) - Centenas de capelães e assemelhados que prestam serviços voluntários de assistência religiosa aos pacientes do Hospital Mário Gatti, se reuniram na Câmara Municipal de Campinas, na última segunda dia 9, por iniciativa dos vereadores Professor Alberto e Dário Saadi, ambos do Democratas, para ouvirem as explicações do presidente do Hospital Mario Gatti, doutor Salvador Affonso Fernandes que promoveu mudanças no SS serviços que desagradou os religiosos.

Segundo o pastor da Assembléia de Deus Raimundo Bezerra (de colete) a proposta do diretor é inviável, segundo ele “o capelão deve ficar na capela esperando que o paciente solicite uma visita” pastor Raimundo questionou na reunião dizendo “um paciente na UTI sequer tem condições de reagir, como chamará um capelão?

De acordo com novas regras, a capela foi transformada no que a direção passou a chamar de “espaço multirreligioso”. Foram estabelecidos horários de atendimentos, houve limitação no número de voluntários autorizados a entrar nos quartos e as visitas só poderão ser feitas se o paciente ou um familiar solicitar.

“Na prática, o voluntário terá de esperar, às vezes por horas, na capelânia, até ser provocado. Isso pode significar o fim do serviço voluntário”, disse professor Alberto.

O presidente do Hospital, Salvador Affonso Fernandes enfatizou que as alterações foram necessárias para adequar o hospital à sua nova realidade. Segundo ele, quando o serviço foi instituído, há mais de 10 anos, o Mário Gatti possuía 110 leitos e perto de 600 pessoas circulavam pelo prédio em média, por dia. “Hoje o número de leitos mais que dobrou e o número de pessoas que circulam no hospital são mais de 3,5 mil diariamente”, argumenta. “Eu tenho como dever, cuidar da segurança dos pacientes e de todas essas pessoas”, acrescentou.

Ele garante que ninguém ficará sem assistência religiosa. “Não somos contra o serviço religioso. Se alguém solicitar este tipo de atendimento às 3 da manhã o hospital não vai colocar qualquer obstáculo. Só que, como todo o serviço voluntário existente no hospital, precisamos de regras”, explica.

O padre Norberto Tortorello Bonfim, da Capelâniia do Hospital da Unicamp, apresentou o sistema adotado na universidade. Segundo ele, “o serviço cadastra os voluntários; faz cursos de capacitação para cada denominação e orienta os pacientes e familiares sobre o funcionamento do serviço”.

Segundo ele, esse sistema está sendo implantado também no Hospital Ouro Verde e no Hospital Municipal de Sumaré. O presidente do Mário Gatti admitiu a possibilidade de promover adequações ao sistema.

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