Presidente do Supremo Concílio Igreja Presbiteriana posiciona a igreja para as eleições

Presidente do Supremo Concílio Igreja Presbiteriana posiciona a igreja para as eleições

Atualizado: Quarta-feira, 15 Setembro de 2010 as 11:20

Em carta publicada no portal da Igreja Presbiteriana do Brasil, o reverendo Roberto Brasileiro diz que a igreja não apóia nenhum candidato e que prima pela inviolabilidade da consciência política. Leia a carta na íntegra:

Em reunião realizada no dia 9 de setembro de 2010, o Colégio Episcopal da Igreja Metodista considerou as indicações apresentadas pelo Conselho Diretor da Faculdade de Teologia para a nomeação do novo diretor da instituição, uma vez que o atual diretor, Prof. Dr. Rui de Souza Josgrilberg, encerra seu mandato neste ano. A partir de uma lista tríplice, o CA Igreja Presbiteriana do Brasil, como herdeira da reforma protestante do século XVI, reconhece na soberania de Deus o seu compromisso de ser diferente e fazer a diferença em todos os contextos, inclusive, o político. Atualmente, vivemos um lamentável caos político com denúncias e ataques de toda ordem e em todos os níveis. Como Igreja do Deus vivo, dentre outras ações, é nossa obrigação participar ativamente do processo eleitoral da maneira consciente e com profunda responsabilidade.

Há 151 anos, a Igreja Presbiteriana do Brasil forma cidadãos dignos e habilitados para servir a Deus e à pátria, em todas as circunstâncias. Por isso, vê-se credenciada a apresentar ao povo em geral, especialmente, aos domésticos da fé, irmãos e irmãs, testados e aprovados, que têm recebido de seus pastores testemunho idôneo, de seriedade e responsabilidade no trato das causas públicas, merecendo nosso respeito e máxima consideração.

A Igreja prima pela inviolabilidade da consciência política de seus membros e, portanto, não apóia individual e oficialmente nenhum candidato ou partido político, por isso, não apresentamos nenhum candidato com a intenção de manipular ou induzir as pessoas, impondo-lhes a obrigação de votar nos mesmos. Absolutamente não! Entretanto, cabe à Igreja distinguir os irmãos e irmãs, presbiterianos em plena comunhão, que em atendimento ao mandato cultural, decidiram engajar-se na política partidária, colocando os seus dons e talentos a serviço da sociedade. É assim que os apresentamos, pedindo as orações do povo de Deus, bem como, que seus nomes sejam apreciados no contexto do processo político, sempre lembrando que o direito do voto é intransferível e inegociável e deve expressar a consciência do cristão verdadeiro.

Assim sendo, recomendamos à apreciação dos amados irmãos presbiterianos do Brasil, os nomes abaixo relacionados. Certo das orações e consideração dos irmãos, despeço-me.

Do servo, Rev. Roberto Brasileiro Silva

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