Princípios de saúde tornam jovens adventistas aptos a doação de sangue

Princípios de saúde tornam jovens adventistas aptos a doação de sangue

Atualizado: Sexta-feira, 16 Setembro de 2011 as 2:33

Uma campanha para doação de sangue mobilizou os jovens do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, durante os dias 13 e 14 de setembro. Mais de 160 estudantes universitários se inscreveram para doar 450 ml de sangue cada um. Depois de três anos sem ir até a região, uma equipe do Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se deslocou até o campus para realizar as coletas. De acordo com a organizadora da campanha, a enfermeira Kelly Costa, a doação é importante pela conscientização dos jovens. “É um ato de solidariedade e amor ao próximo”, revela. Para Kelly, o número de candidatos superou as expectativas, apesar de alguns não poderem efetivar a doação devido ao uso de medicamentos e viagens recentes. A técnico-administrativo do Hemocentro da Unicamp, Joelma Ferreira, afirma que a média de rejeição dos candidatos a doação de sangue é de 20 a 25%. No entanto, ela acredita que seguir princípios morais e de saúde pode fazer com que os jovens se tornem candidatos mais aptos para a doação. “Com certeza é um fator beneficiário estar em uma faculdade onde se tem jovens com princípios”, declara. Para o estudante de Teologia André Luiz Vasconcelos, que estava entre os 100 inscritos que estiveram se candidatando pela primeira vez, há outros fatores que motivam os jovens adventistas a doação. “Se fosse um lugar onde as pessoas não se preocupam com isso, seria bem mais difícil encontrar doadores”, afirma. “Nós pensamos em quem vai receber, nas pessoas que precisam de sangue”. Enquanto uns doam pela primeira vez, outros já perderam a conta. Aos 46 anos, o cozinheiro Edson Vivian resume a “muitas” o número de vezes que passou pelo procedimento. Segundo ele, por ser um centro universitário, os jovens são mais informados sobre os benefícios da doação de sangue, tanto para quem recebe quanto para quem doa. “A gente se sente muito melhor sabendo que está ajudando alguém”, conclui.

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