Produtos evangélicos ganham força no comércio nacional

Produtos evangélicos ganham força no comércio nacional

Atualizado: Terça-feira, 14 Janeiro de 2014 as 2:41

Produtos evangélicos ganham força no comércio nacionalQue o público evangélico se caracteriza como grande consumidor de produtos cristãos - livros, CDS, DVDS, etc. - já não é novidade. Porém nos últimos anos, este setor tem alcançado grande visibilidade no comércio, em nível nacional, segundo destaca um estudo feito pela ESPM (Escola Superior de Publicidade e Marketing).
 
Segundo o IBGE publicou em 2012, o público evangélico já representa 42,3 milhões de brasileiros (22,2% da população do país). Somente no ano de 2013, este setor do mercado movimento R$12 bilhões em todo o país. 
 
Grande parte da demanda é de livros, que representam R$479 milhões deste montante, segundo a Câmara Brasileira do Livro. Porém o setor fonográfico também é bem fortalecido por este público, movimentando R$1,5 bilhão por ano (segundo Associação Brasileira de Produtores de Discos). 
 
Grandes gravadoras não estão fechando os olhos para esta realidade. Prova disso é o fato da Sony Music e a Som Livre criarem selos "gospel" e estarem cada vez mais atentos à contratação de mais cantores / bandas para os seus respectivos cast's.
 
Segundo o empresário Marcos Maia, do Acre, anos atrás - quando se converteu ao evangelho - o acesso a estes produtos não era muito fácil, fato que chamou sua atenção e o estimulou a abrir uma loja de artigos evangélicos.
 
“Quando me converti há 15 anos, precisava viajar até Manaus para conseguir comprar livros ou qualquer outro material ligado à religião. Nesse momento, identifiquei a necessidade de existir uma loja desse segmento no nosso Estado, momento que iniciamos o nosso trabalho", contou o dono da loja El Shaday. 
 
Carlos Vinicius Buzulin, criador do site AmorEmCristo.com afirmou que o mercado de produtos evangélicos está mudando e se modernizando cada vez mais.
 
"O mercado está muito mais exigente do que há 10 anos. A mentalidade que imperava era: 'sou evangélico e vou fazer um produto para evangélicos. Então não precisa ser tão profissional, porque de irmão para irmão se aceita qualquer coisa'. Nessa época, produto evangélico era sinônimo de falta de qualidade. A música, por exemplo, não era aceita por quem não era do meio”, comentou.
 
Atualmente, cantores como Aline Barros, André Valadão e grupos como Diante do Trono e Oficina G3 estão alcançando cada vez mais admiradores não-evangélicos pelo Brasil.
 
Com informações de OrioBranco.net

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