Projeto Ler e Escrever colabora para diminuir taxa de analfabetismo

Projeto Ler e Escrever colabora para diminuir taxa de analfabetismo

Atualizado: Quarta-feira, 2 Junho de 2010 as 10:46

Poder ler um livro ou escrever uma carta são ações comuns para milhões de pessoas alfabetizadas. Porém, de acordo com a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 14,1 milhões de brasileiros não desfrutam do prazer da leitura ou da escrita.

Visando contribuir para a alfabetização, a Igreja Universal do Reino de Deus mantém desde o ano de 1998 o projeto Ler e Escrever. Com a colaboração de 450 voluntários, em 12 anos de trabalho, cerca de 12 mil alunos foram alfabetizados e deram continuidade aos seus estudos. De acordo com o responsável pelo projeto em São Paulo, Luiz Antonio Dobroca, atualmente o estado conta com 3,2 mil alunos. "Perante a Secretaria de Educação somos reconhecidos como curso livre, nosso trabalho é preparar o aluno para ser avaliado por um órgão do Estado e inserido no grau certo de estudo", explica Dobroca.

Para ele, é recompensador saber que pessoas que antes eram humilhadas por não saber ler nem escrever, encontraram no projeto a motivação para realizar um sonho. "O ensino dignifica a pessoa. Antes de ler, muitos não tinham valor diante da sociedade, eram enganados facilmente, viviam dependendo dos outros para usar transportes coletivos. Além da dificuldade para arrumar emprego. O projeto leva o direito à cidadania e transforma vidas. Hoje, a identidade de muitos não tem mais a digital e sim a assinatura do nome", comenta.

O gesseiro Antonio Firmo da Conceição, de 47 anos, é aluno do projeto. Quando tinha 5 anos, a mãe morreu, e desde criança teve que trabalhar na lavoura de familiares para poder sobreviver.  Sem tempo para estudar, viveu analfabeto a vida inteira até encontrar o apoio do projeto. "Eu tinha vergonha de falar que não sabia ler, mas graças a Deus eu encontrei a dedicação dos professores que me alfabetizaram. Hoje eu saio de casa lendo todas as placas que encontro na rua", diz com alegria.

Para a babá e professora voluntária, Alessandra Mota Nery, o trabalho é gratificante. Ela diz que os alunos são atenciosos e dedicados, e que se surpreende com a superação de pessoas que durante anos viveram sem a leitura e que em pouco tempo aprenderam a ler e a escrever. "É um prazer muito grande acompanhar o desenvolvimento deles, dia após dia, e saber que estou contribuindo com a diminuição do analfabetismo", afirma.

Além de alfabetização, o projeto também oferece cursos de informática, estética, administração, departamento pessoal, secretariado, contabilidade, propaganda e marketing, web designer e línguas. O trabalho começou no Brasil, mas se expandiu para os países da América Latina e da África. O Objetivo dos organizadores é que ele chegue a todos os países em que o índice de analfabetismo é grande e consiga mudar o quadro, alfabetizando o maior número de pessoas possível.

Para se inscrever em algum curso ou se voluntariar ligue para (11) 3497-1656 e receba mais informações a respeito do projeto Ler e Escrever.

veja também