Promotor afirma que dízimo era recolhido 4 vezes por semana em presídio

MP investiga Universal por cobrança de dízimo em presídio

Atualizado: Quarta-feira, 18 Abril de 2012 as 10:16

Na última semana, o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) recolheu material para investigar a denúncia de que presos e familiares da ala evangélica do Carumbé são obrigados a pagar dízimo a detentos para não sofrer represálias. Integrantes da Igreja Universal são acusados de receber repasses semanais do dinheiro arrecadado entre 340 detentos. Nesta segunda-feira (16), o pastor Alexandre Muniz, da Igreja Universal, disse que a a igreja não tinha sido notificada oficialmente sobre a investigação do Ministério Público e que não iria se pronunciar sobre o caso.

Segundo o G1, no material recolhido pelos investigadores estão boletos bancários com o nome da igreja, dinheiro, além de um extrato bancário em nome de um preso e o saldo de pouco mais de R$ 43 mil. “Esse dízimo era destinado à igreja e recolhido quatro vezes por semana pelo pastor. Ou seja, os presos eram obrigados a contribuir diariamente com o dízimo”, explicou o promotor.

O promotor revelou ainda que 40% dos mantimentos levados pelos parentes dos detentos eram repassados para o dirigente da igreja, uma pessoa da confiança do pastor. Mas depois os mantimentos eram vendidos e não doados para os presos. “Lideranças evangélicas faziam comércio de todo tipo de coisa, principalmente gêneros alimentícios e de higiene pessoal que, segundo investigações do Ministério Público, os indícios são da participação de um poder paralelo”, pontuou.

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