Quatro cristãos são presos nos EUA depois de compartilhar a fé

Quatro cristãos são presos nos EUA depois de compartilhar a fé

Atualizado: Quinta-feira, 24 Junho de 2010 as 8:21

Quatro cristãos foram presos depois de ter discussões abertas sobre sua fé com muçulmanos no Festival Internacional de Árabes em Dearborn, Michigan, nos EUA.

O grupo de cristãos Acts 17 Apologetics aparentemente tinham ido ao festival para iniciar conversas sobre Cristo. Outros grupos de missão, incluindo os voluntários E3 Partners, Voice of the Martyrs, e Josh McDowell Ministries, também estiveram presentes na convenção de 300 mil pessoas.

Todd Nettleton, do ministério Voice of the Martyrs disse que os crentes em questão gravavam um vídeo, mas as pessoas entraram em discussão com eles sobre a fé em Jesus. Nenhum dos muçulmanos envolvidos nas conversas parece ter chamado a polícia. Em vez disso, um policial voluntário da convenção foi até o local.

Nettleton disse que ninguém foi acusado. "Não havia um tom desrespeitoso para com o Islã. Não houve agressões verbais contra a religião deles, não houve ataques verbais contra Mohammad. Foi apenas uma discussão teológica, a qual, nos Estados Unidos, devemos ser livres para fazer".

A polícia prendeu Nabeel Qureshi e David Wood, os líderes de Acts 17 Apologetics, juntamente com Paul Rezkalla e uma mulher chamada Nageen, sob a acusação de "conduta desordeira". Os crentes foram libertados sob fiança.

Nettleton diz que o propósito de ir à convenção foi para mostrar o amor aos muçulmanos e ter uma conversa amigável sobre suas crenças. "É difícil ver como é que o desejo de mostrar o amor, o desejo de discutir fé, pode ser interpretado como 'conduta desordeira'. "As discussões foram claramente frutíferas, um muçulmano tinha orado para aceitar a Cristo apenas minutos antes da alegada prisão", comemora Nettleton.

Não houve nenhuma evidência de que esta conversão teve nada a ver com a prisão, mas a situação deve causar preocupação. "Deve ser uma preocupação para os cristãos que estão em uma rua pública, falando sobre Jesus, pois poderão ser interpretados como 'conduta desordeira", observa Nettleton.

Talvez o fator mais marcante das prisões, no entanto, não é o que aconteceu, mas onde isso aconteceu – nos Estados Unidos. Os EUA mantêm a liberdade religiosa como um ideal constitucional, uma vez que foi escrito em 1776. Agora, porém, a própria definição de liberdade religiosa parece estar ameaçada.

"Se este fosse o Paquistão ou a China, e alguém na rua, falasse sobre sua fé, diríamos 'isso acontece'. Mas isso foi nos Estados Unidos. Este é um país em que dizemos que temos liberdade religiosa", diz Nettleton, que lidou com muitos casos de perseguição internacional ao longo de seu trabalho Voice of the Martyrs.  

Nettleton questiona: "Como devem reagir os crentes americanos? Os cristãos não podem reagir com raiva ou descrença, mas com paixão revitalizada para ir ao mundo e fazer discípulos".

E finaliza afirmando que este é um desafio para a igreja americana. "Será preciso sermos mais ousados em compartilhar nossa fé, explicando que devemos continuar a divulgar a verdade em amor. Isto é algo pelo qual temos que orar".

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