Quem não sabe de onde vem, dificilmente sabe para onde vai

Quem não sabe de onde vem, dificilmente sabe para onde vai

Atualizado: Terça-feira, 12 Novembro de 2013 as 12:01

31 de outubro foi comemorado o Dia da Reforma Protestante.
 
Em seu blog pessoal, Fabricio Cunha publicou um texto que lembra da reforma protestante e do esquecimento de seu real significado.
 
Confira o texto na íntegra:
 
Martinho Lutero“No momento em que o Censo de 2010 desmente a previsão de alguns sociólogos, e a percentagem de pessoas que se autodenominam  “protestantes” não para de crescer na população brasileira – e agradecemos a bênção de vidas transformadas – sentimos que esse crescimento não esteja relacionado com um esperado decréscimo na violência, na injustiça e na desonestidade da nossa nação.
 
Sentimos o fracionamento escandaloso do Corpo de Cristo, em que os cismas se transformaram em uma rotina. Sentimos que cresce a quantidade de púlpitos que não expõem a Palavra de Deus em sua inteireza e em sua integridade. Sentimos que no meio do Legalismo, falta a Graça; que no meio da Prosperidade falta a Cruz; que no meio da Batalha Espiritual falta o poder do Sangue. No meio dos Escândalos falta Santidade. No meio do Liberalismo falta o Temor do Senhor.
 
Não seriam essas debilidades qualitativas de um gigante quantitativo de pés de barro – a Igreja Evangélica no Brasil – sinais evidentes do distanciamento e do esquecimento dos postulados sempre atuais da Reforma Religiosa do Século XVI?” Bispo Robinson Cavalcanti
 
Quem não sabe de onde vem, dificilmente sabe para onde vai.
 
Temos, no mínimo, duas lições de casa a fazer. Em primeiro lugar, precisamos manter viva a memória da reforma e seus postulados principais, que orientaram homens e mulheres que, por levarem às últimas consequências o que acreditaram, pagaram, muitas vezes, com suas vidas o fato de se levantarem contra a religião imposta, suas práticas e sua teologia. Em segundo lugar, urge nos lembrarmos e aplicarmos um dos postulados mais importantes e mais esquecidos da reforma: “Igreja reformada, sempre em reforma.” A tradução do legado da reforma em nossa geração traz consigo novas demandas, novas perguntas, uma nova configuração social, que requer uma nova configuração eclesiológica e, inclusive, uma nova teologia ou, no mínimo, novas leituras teológicas.
 
Quando isso não ocorre, desrespeitamos o legado da reforma, minimizamos seu impacto, perdemos o diálogo tanto com a história quanto com nosso tempo e o risco do povo se perder é enorme.
 
“Que o Senhor nos conceda a coragem de Lutero, a lucidez de Calvino, e a visão de Cranmer.”
 
Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide.
 
Viva a Reforma.
 
 

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