Religião atrapalha candidatura de Romney nos Estados Unidos

Religião atrapalha candidatura de Romney nos Estados Unidos

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 1:37

O ex-governador republicano de Massachusetts Mitt Romney fala e se comporta como o futuro presidente dos EUA, tanto em debates quanto no corpo a corpo com os eleitores. A pedra no caminho de Romney para concorrer com o presidente Barack Obama em 2012, porém, não diz respeito à arrecadação de fundos nem a seus planos de governo, mas à sua religião. Ele é mórmon.

Para as primárias de 2012, o Partido Republicano apresentará dois candidatos mórmons. Além de Romney, o ex-governador de Utah e ex-embaixador dos EUA em Pequim Jon Huntsman também segue a doutrina da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada em 1830 por Joseph Smith, autodenominado "profeta", que foi o primeiro mórmon a candidatar-se à presidência dos EUA, em 1844 - ele acabou sendo também um dos primeiros candidatos à Casa Branca a ser assassinado em campanha.

A religião tem mais de 3 milhões de seguidores nos EUA, ou 1,4% da população, segundo dados de 2008, e 15 dos 535 membros do Congresso. Para as ambições eleitorais de Romney e de Huntsman, a religião torna-se um problema porque o mormonismo é visto  por boa parte dos americanos  como seita.

Pesquisa encomendada pela NBC/Wall Street Journal e divulgada na semana passada apontou a resistência de 21% dos eleitores em votar em Romney por causa de sua religião. O quadro parece estável em relação a consultas anteriores. Conforme pesquisa do instituto Gallup de junho, 22% de eleitores não dariam seu voto a um mórmon. O instituto Pew Research, em julho, havia registrado essa rejeição em 25% dos consultados.

Com o acirramento da disputa entre os oito pré-candidatos republicanos, a crença de Romney transformou-se em munição para o governador do Texas, Rick Perry, um líder evangélico amador cuja campanha custa a deslanchar. Perry está em terceiro lugar, atrás do novato Herman Cain, empresário negro de sucesso agora pressionado por causa de denúncias de ter cometido assédio sexual nos anos 90.

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