Religiosos contestam campanha que diz: Ninguém precisa de Deus para amar

Religiosos contestam campanha que diz: Ninguém precisa de Deus para amar

Atualizado: Quarta-feira, 9 Março de 2011 as 10:44

O Center for Inquiry Transnational (CFI) está promovendo uma campanha publicitária com a mensagem “Você não precisa de Deus -- para ter esperança, para ter carinho, para amar, para viver”. A campanha começou em Washington e se estenderá por outras duas cidades americanas.

O CFI (Centro de Investigação Transnacional, na tradução literal) é uma organização humanista que reúne livres pensadores, destacando-se entre eles ateus e agnósticos.

A mensagem tem sido contestada pelos líderes religiosos. Craig Hazer, de uma entidade cristã ligada a uma universidade da Califórnia, por exemplo, afirmou que certamente existem céticos que acreditam que vivem felizes, mas trata-se de uma existência sem sentido.

Para ele, quando se emprega palavras como amor, bondade e felicidade é preciso haver uma referência que dê sentido a elas. “Essa referência é o Legislador Moral [Deus].”

“É o Legislador Moral que dá significado ao bem e ao mal”, disse. Fazendo referência à teoria da evolução das espécies, adotada pelos céticos, perguntou: “O que significa fazer o bem em um mundo que simplesmente é um acidente de matéria e energia?”

Ronand A. Lindsay, diretor do CFI, afirmou que o objetivo da campanha não é o de provocar polêmica, mas derrubar mitos, como o expressado por Hazer de que os não religiosos têm vida vazia e sem sentido.

“Isso é ridículo”, disse. “As pessoas aceitam esse mito porque é o que ouvem a vida toda e em todos os lugares.”

Lindsay afirmou que outro mito é o de que os não religiosos são imorais ou pelo menos não tão confiáveis em relação aos que têm uma crença.

Esse mito persiste – disse – porque, para os religiosos, sentimentos como a bondade e o amor emanam de seus deuses. 

Afirmou que, para os céticos, esses sentimentos vêm da natureza humana.

“Nós não negamos que os religiosos possam encontrar inspiração em suas crenças, mas nossos amigos religiosos não devem presumir que aceitar suas religiões é necessário para uma vida plena.”

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