Apóstolo Rina da Igreja Bola de Neve, responde revista Hardcore.

Revista de surf publica matéria sobre a igreja Bola de Neve. Apóstolo Rina posta nota de esclarecimento.

Atualizado: Segunda-feira, 30 Setembro de 2013 as 6:54

Bola de Neve

A revista Hardcore, em sua última edição, publicou uma matéria intitulada 'Bola de Neve - Essa igreja é mesmo do surf?'
 
A reportagem começa falando sobre o preconceito que o surf sofreu desde o século 18 e como ele passou a ser parte do capitalismo. Ao comentar o atual espaço do esporte, a revista destaca seu pedaço na religião.
 
Conhecida pelo púlpito em forma de prancha, a Bola de Neve Church ganhou o título de igreja do surf e é justamente esse fato que a matéria da Hardcore questiona.
 
"Fundada em 2000, a Bola de Neve Church fugiu do estereótipo do “crente evangélico” com uma roupagem moderna que atraiu jovens de todos os tipos. Em dez anos, saltou de 150 para 60 mil fiéis", destaca o repórter. "Idealizada em 1994 pelo empresário e surfista Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, a Bola de Neve nasceu como um ministério dentro da também neopentecostal (vertente da religião evangélica criada na metade da década de 70) Igreja Renascer em Cristo. Até 1999, atuou com o objetivo de levar o evangelho aos praticantes de esportes radicais promovendo encontros como apresentações de skate, capoeira e jiu-jítsu."
 
A fala de Rina também aparece na matéria: “Quando a igreja começou, ela era exclusivamente surfista (sic). Não porque a gente resolveu que esse seria o nosso target mas, como a maioria dos líderes praticava esporte, então nossos amigos e as pessoas que acabavam frequentando eram surfistas. Hoje ainda tem muita gente dessa área de esportes radicais”
 
Ao abordar a área financeira da igreja, a reportagem ganha um tom mais crítico e preconceituoso. Em seguida, vem a frase 'Atualmente nos cultos realizados pela Bola de Neve, uma das únicas coisas que lembram o surf é a velha prancha como púlpito.'
 
Em seguida, o repórter detalha o templo que hoje é no antigo Olympia, citando, por exemplo, o uso de skates como prateleiras da lanchonete. Ele também relata passo a passo de como acontece um culto na Bola de Neve.
 
Embora cite alguns casos em que a igreja ajudou na superação e na transformação de muitas vidas, o assunto não ganha tanta ênfase, já que a matéria volta a abordar a possível renda da igreja.
 
Por fim, a matéria termina com uma pergunta: 'Até que ponto é justificável que uma igreja que não represente todos os surfistas, nem suas ideologia, associe sua imagem ao surf?'
 
Nas redes sociais, a reportagem da Hardcore foi contrariada e a revista recebeu muitas críticas.
 
O Apóstolo Rina postou em seu perfil do Facebook  nota de esclarecimento. Veja abaixo:
 
A revista Hardcore publicou uma matéria sobre a Igreja Bola de Neve, infelizmente tendenciosa, cheguei a achar que com motivações políticas, o que nos levou a usar a única forma de manifestação cabível para demonstrarmos nossa indignação. Agradeço à todos que postaram seus testemunhos, suas fotos, e sua resposta ao que nós pastores pedimos: uma manifestação pacífica, mas que demonstrasse a insatisfação e tristeza de todos que se sentiram agredidos.

Ainda, agradeço a todos que enviaram seus emails para os editores, algo necessário naquele momento. 

Como forma de entendermos os motivos da revista e de não destruirmos uma relação de mais de 20 anos de amizade com a Hardcore, buscamos contato com os editores. Segue meu email e o da pastora Denise:

Caro Steven,

Lamentável ter recebido seu repórter em nossa casa, para depois de tratá-lo com todo o respeito que a entidade que representa merece, abrir minha Hardcore e descobrir que sua última intenção era a de nos denegrir e desacreditar junto aos leitores e assinantes da revista. Consumo a revista há mais de vinte anos e afirmo: a Hardcore não pode estar à mercê de um menino repórter que se propõe a fazer uma matéria tão desastrosa e a publica de forma tão inconseqüente e irresponsável.

Considero a liberdade de expressão e de imprensa intocável, uma dádiva para um país livre, um meio pelo qual temos acesso a informação além daquela que nos é apresentada, logo, esse não é o ponto de divergência. O inaceitável, o que me obriga a reagir, é a falta de ética, de escrúpulos e de verdade verificada na matéria. Seu representante foi infeliz e tendencioso, avançou sobre um terreno que não lhe pertence, causando danos morais a nossa família e instituição. Como o alertei, estamos prontos para lidar com a divulgação de pontos negativos e faltas nossas, desde que fundamentados em fatos que reflitam a verdade. O que acredito que seja falta de preparo e experiência, levou o redator da matéria a usar informações falsas, coletadas sem critério na internet, de blogs amadores.

Não entendo qual o objetivo da revista com uma matéria dessas, mas a partir do momento em que informações e dados falsos são publicados, não nos resta outra alternativa, a não ser procurar nos defender juridicamente. No entanto, pelo carinho que tenho pela revista, prefiro ter seu feed back antes de qualquer ação.

Imagem é um patrimônio intransferível e de valor incalculável, se a revista não reconhece nada de bom em um trabalho de mais de uma década que só faz amar ao próximo e servir sua sociedade, poderia nos deixar fazendo nosso trabalho longe dos holofotes, como sempre procuramos estar. Se não queria fazer uma matéria positiva, poderia ao menos se limitar a trabalhar com fatos verdadeiros.

Esperamos, como forma de tentar-se remediar o prejuízo instalado, que se dignem a promover uma retratação formal, buscando reestabelecer a ética e o compromisso com a verdade, apresentando, assim, uma manifestação que verdadeiramente retratem quem somos, independentemente do que lhes cabe no que tange à crítica ou apreço ao que somos, vivemos e acreditamos.

Aguardo retorno,

Rinaldo Luiz
Presidente das Igrejas Bola de Neve

Prezados editores,

Não escrevo em defesa do nome da Igreja, nem ainda de nossa fé, pois nossa missão não considera desperdício de tempo e energia para advogarmos a causa, os valores, os princípios e a mensagem que representamos, antes escrevo para registrar nossa tristeza pela falta de ética, profissionalismo e experiência de um repórter, pela insensibilidade e irresponsabilidade de um editor que aprova e publica um texto "Frankenstein" (forçando a conexão de textos pescado ali e aqui de matérias já prontas), leviano e manipulado, que evidencia um esforço, para, de todas as formas possíveis, desacreditar e manchar a reputação de uma Igreja.

Oito páginas? Numa revista de surf? Para denegrir a imagem de uma instituição religiosa? O que a fé dos leitores tem de tão importante? Importa mesmo se são cristãos, judeus, muçulmanos ou ateus? O ponto em comum, o link entre o veículo e seus consumidores, não é a paixão pelo esporte? Realmente fica uma grande interrogação em relação ao real objetivo da matéria? Vocês nunca ponderaram os prejuízos causados à sociedade e ao bem estar entre as pessoas quando a fé dessas pessoas é tão covardemente atacada? Perguntaram aos seus anunciantes se eles concordam em patrocinar tal atrocidade? Se questionaram se eles mesmos têm sua religião e gostariam desse tipo de exposição de sua fé? Seria a revista o palco para uma quase perseguição religiosa? O que realmente vocês esperavam ao tentar convencer seus leitores de que não merecemos sua confiança?

Nesse exato momento, no Brasil inteiro, muitas pessoas estão sendo influenciadas negativamente por sua matéria, pessoas que talvez deixem de considerar a ajuda e apoio que poderiam ter na Igreja, vidas que vão continuar lutando sozinhas contra seus vícios, para manter seus casamentos, enfrentar suas crises, sem falar em quem simplesmente está numa busca espiritual e passa a evitar o cristianismo como resposta à sua sede espiritual? É esse mesmo o papel da revista? É para isso que a editora3 paga vocês? Cabe à um veículo, com uma história de décadas formando opinião, sentenciar e rotular a religião de muitos de seus leitores? É certo, um repórter ou um editor fazer uso de uma plataforma de comunicação como a Hardcore para impor sua visão e opinião pessoal? Sem falar que todo o material publicado é por si matéria prima suficiente para uma ação contra crime de injúria, calúnia, difamação e danos morais.

Pego onda desde os quatorze anos, competi como bodyboarder por muitos outros, nasci em Santos e cresci pegando onda com a nata do surf da minha cidade na praia de Pernambuco, no Guarujá, onde um haole como esse repórter que não respeita o próximo, não droparia uma onda sequer. 

Perdi meu irmão aos dezessete anos, surfista competidor, atleta, Douglas Gouveia, começou junto com Binho Nunes, Daniks Fischer, Roni Bonetti no circuito Lightning Bolt amador. Porque infelizmente não encontrou alguém ou algum lugar que pudesse ajudá-lo a se encontrar, se envolveu com drogas, com tráfico em Maresias e terminou com sua vida ceifada muito antes do tempo, com um tiro na cabeça. Muitos, como ele, sem contato com a verdade, só com acesso ao que vocês chamam de matéria, talvez tenham o mesmo destino. Isso não pode ser concertado, há um efeito multiplicador em tudo que se publica hoje. Por amor a esses e suas famílias, resta-nos publicar nossos testemunhos e aguardar as medidas judiciais ou uma retratação da revista à altura do dano causado. 

Espero que os empresários que investem na revista percebam o quanto isso está sendo prejudicial à sua própria imagem e de suas marcas.

Denise Gouvea, Pra. na Igreja Bola de Neve São Paulo

Preciso ressaltar que o novo editor, Adriano Vasconcellos, foi solicito, nos respondeu prontamente, teve uma postura altamente profissional e séria; parabéns para revista pela contratação, a experiência do Adriano foi fundamental, representou a empresa como poucos fariam.

Errar é humano, reconhecer é caráter, e assim, tivemos uma reunião muito positiva e a oportunidade de mantermos a paz entre nós, e a chance de mostrarmos, oportunamente, o que ainda não foi mostrado, aguardamos futuras edições...

Sei que muitos ainda querem se expressar, que muitos ainda se sentem agredidos e feridos, e o que peço, então, é que manifestemos Sua graça e Seu amor, postando testemunhos, sem agressões, abençoando as vidas do editor, do jornalista, da empresa, pois na faculdade de Deus, ninguém passa de ano por inércia. Essa é uma oportunidade que Deus nos dá, de vivermos o que pregamos e de amarmos como ele amou. Sei que todos nos sentimos injustiçados, mas o que está sendo avaliado agora é nossa resposta...

"Coisas ruins acontecem com pessoas boas, mas o como reagimos, determina se continuamos a ser pessoas boas."

Como está escrito;

"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós."

Jesus em MT 5:8-12

"Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém vos digo: Amai a vossos inimigos, bem-dizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudares unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus."

Jesus em MT 5:43-48

"A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 
Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens."

Paulo em Rm 12:17-18

Obviamente, muitos oportunistas usam momentos assim para se promover, assim como a seus blogs e suas conjecturas. Não desperdicem seus preciosos momentos defendendo a fé ou a Igreja, em blogs que vivem de difamação. Sim, há alguns que dependem de sensacionalismo e escândalos, e por vezes os criam, para gerar acessos e assim mostrar resultado à seus patrocinadores e anunciantes, é a razão de tanto esforço, de tanta provocação, para fomentar debates, sem interesse espiritual e preocupação alguma com a Igreja. 

Ore por estes também, mas resista a tentação de argumentar em favor de sua Igreja. Use esse tempo para ler a bíblia ou orar, estar com sua família, dormir, qualquer coisa útil. Não há interesse na verdade, não respeitam nossa história, nosso legado, nossas família, são obstinados e inescrupulosos. Se é o que escolheram fazer, que continuem usando seus dons e talentos para criticar, destruir, caluniar e perseguir, nosso papel é amá-los.

Deus os abençoe, 

Ap. Rina

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