Roger testemunha como "driblou o diabo" em sua vida

Roger testemunha como "driblou o diabo" em sua vida

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

Ele tem 39 anos. Aos 12 teve sua conversão genuína, sendo educado desde cedo no evangelho. Foi cedo também que se descobriu apaixonado pelo esporte, mais precisamente pelo futebol. Dos sonhos à realidade foi só questão de pouco tempo, pois, aos 13 anos, ainda cristão, entrou para o Cruzeiro Esporte Clube e se tornou titular em todas as categorias de base, sendo inclusive titular da camisa 9 em todas elas. Tornou-se atleta profissional nos anos de 1991 a 1993. Em 1996, com 15 anos, foi convocado para a Seleção Mineira Infantil de Futsal e para a Seleção Brasileira SUB-15. Com uma ascensão tão rápida e imprevisível, acabou cometendo a pior falta de sua vida: afastou-se do evangelho. Até um dia retornar a ele, sob duras penalidades, piores que a expulsão de um jogo ou um fim de uma carreira. Hoje casado, pai de uma filha, ele não somente é um cristão convicto, mas também pastor da Rede de Esportes da Lagoinha e líder do Atletas de Cristo Amador na igreja.

Nesse breve relato, Roger Martins testemunha de sua vida, para encerrar, de olho na Copa do Mundo na África do Sul, com um recado aos cristãos brasileiros: ''Intercedam para o Brasil, pois tenho certeza de que nossos jogadores cristãos do país e os que são Atletas de Cristo darão toda honra, toda glória e todo louvor a quem realmente é digno: o Senhor Jesus''.

''Com todas as oportunidades que o futebol oferece, com todo o assédio, fiz a pior jogada da minha vida: acabei desviando- me do evangelho e perdendo a essência da boa base cristã que tive. Claro que não foi por 'culpa' do clube ou pela carreira desportiva que me afastei. Eu é que talvez não soube lidar com tudo isso. Aos 18 anos, num vazio existencial, sentindo uma grande falta de Deus, ao perceber que não podia ter comunhão com Ele por conta de todas as coisas que estava fazendo, aí, sim, aleluia, fiz a melhor jogada da minha vida: 'driblei' o diabo, o pecado e o mundo, e retornei ao lugar de onde nunca deveria ter saído: da presença de Deus. Conheci a Deisi, que hoje é a minha esposa, a conduzi a Cristo e viemos para Lagoinha. Comecei a frequentar o Grupo local de Atletas de Cristo e nos casamos. Eu com 22 anos, e ela, com 19. Os pastores Márcio Valadão e Jonas Neves celebraram o nosso casamento. Profissionalizei-me como jogador de futebol de 1991 a 1993, e em 1993 fomos para o Ministério Edificando Um Novo  Lar''.

Só goleada: o esporte como ministério

''Tudo aconteceu no ano de 2000, na ocasião da gravação do CD Águas Purificadoras, do Diante do Trono. Primeiramente fui tocado pelo Senhor Jesus, sendo curado de uma enfermidade já diagnosticada como crônica. Depois, como se ouvisse alguém cochichando ao meu ouvido, escutei por três vezes: ‘Pastor de atletas’. Mais do que logo, procurei responder a este chamado. Estou há três anos e oito meses à frente da Rede de Esportes na Lagoinha, uma das mais poderosas ferramentas de evangelização e propagação do reino de Deus, que é o esporte''.

Correndo pro abraço: gratidão

''Por tudo que vivi e ainda vivo, só tenho a agradecer. A Deus, meu grande Técnico e Treinador, por seu imenso e eterno amor e pela ordenação ao ministério da Palavra. À minha esposa, Deisi, ‘a minha melhor jogada’, e à minha filha, Rebeca, ‘o meu golaço’. E a todo um grande ‘time’ que também esteve ao meu lado: o ‘paistor’ Márcio Valadão; os pastores Luís Eduardo e sua esposa, Elaine, do Núcleo Milanês; Ciro Eustáquio e sua esposa, pastora Iara Diniz, do Ministério Edificando Um Novo Lar; e Héber Dutra, do Seminário Teológico Carisma da Lagoinha. Ao Ministério Atletas de Cristo. A todos da Rede de Esportes. E por fim, aos inúmeros irmãos que ajudaram e ainda hoje me auxiliam na minha caminhada com Cristo e no ministério. Hoje, e pelo resto da minha vida, posso dizer: o que Deus promete Ele cumpre. E Ele não desperdiça nada''.

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