“Ser dizimista é reconhecer que nada veio pelos meus esforços”, explica pastor

O pastor Marcos Bomfim diz que sempre que damos o dízimo, olhamos para Deus como nosso mantenedor.

fonte: Guiame, com informações do Notícias Adventistas

Atualizado: Quarta-feira, 14 Março de 2018 as 10:21

Dízimos e ofertas é um assunto que pode gerar polêmica, mas é importante esclarecer pontos sobre esse tema. O pastor Marcos Bomfim explicou que o dízimo é sim uma prática a ser adotada atualmente e ainda alertou sobre excessos de alguns pastores ao aderir a teologia da prosperidade.

Segundo Marcos, que é líder mundial dos adventistas na área de Mordomia Cristã (que trabalha o conceito de fidelidade a Deus em todos os aspectos da vida), é possível confirmar a validade dos princípios bíblicos sobre o dízimo no Novo Testamento, em diversas falas do apóstolo Paulo e do próprio Jesus.

Ele afirma que o princípio dos dízimos e das ofertas não foi, em nenhum momento da história, abolido, dispensado ou alterado por Deus. Apesar disso, o tema pode ser complexo para muitos. Sobre isso, ele explica: “Ser dizimista é reconhecer que Deus é a fonte e o mantenedor de tudo o que eu tenho, e que nada disso é mérito meu ou veio pelos meus esforços”.

Teologia da Prosperidade

Algo que vem afetando muitos cristãos é o abuso de alguns líderes por meio da teologia da prosperidade. Sobre a prática, Marcos Bomfim deixa claro: “Dízimo é a devolução de parte daquilo que eu recebi de Deus, e não do que eu pretendo receber. Isso invalida a teologia da prosperidade, que diz que, quanto mais eu der, mais eu receberei em bênçãos”.

“Dízimo significa um décimo ou a décima parte. Isso já é raiz da palavra. Então daí nós sabemos que é uma porcentagem, porque a palavra indica”, coloca.

Sobre a teologia da prosperidade, Marcos alerta: “Isso é um desvirtuamento na teologia do dízimo e das ofertas, que devem ser entregues como uma porcentagem das nossas entradas. Deus não disse: ‘Olha, você entrega alguma coisa’. Deus determinou que fosse 10%”, disse.

“Qual a razão para eu fazer isso? Eu preciso olhar para a bênção e entender que primeiro eu sou abençoado para depois entregar a Deus uma parte dessa bênção. Eu preciso olhar para a benção para calcular porcentagem, isso vai evitar a teologia da prosperidade, que o pessoal diz: ‘Não, você entrega o que tem, quanto mais você der mais recurso você vai ter’. Deus é muito justo, Ele não pede para mim nada que eu não tenha dado antes”, ressalta.

“Então o sistema dízimo e das ofertas me obriga a pensar que é sempre Deus que dá primeiro”, salienta.

E sobre as ofertas, ele coloca: “O meu compromisso não se resume ao dízimo; as ofertas têm igual importância. Em Malaquias 3:8, Deus diz que podemos ser desonestos com Ele nos dízimos e nas ofertas. A diferença é que o dízimo é um percentual determinado por Deus, e as ofertas, um valor sobre o qual Ele me dá liberdade de decidir, segundo o reconhecimento que tenho das bênçãos recebidas”.

“Os dízimos e as ofertas devem ser trazidos a um só lugar: a ‘casa do tesouro’ (Malaquias 3:10), de onde são distribuídos equitativamente para manutenção e avanço da obra do Senhor. Portanto, não cabe a mim direcionar o meu dízimo e a minha oferta”.

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