Silas Ávila Jr. volta a se envolver em polêmica com evento gospel

Silas Ávila Jr. volta a se envolver em polêmica com evento gospel

Atualizado: Quinta-feira, 12 Agosto de 2010 as 8:33

O carioca Silas Ávila Júnior, que reapareceu no Brasil depois de se envolver em polêmicas em Danbury (CT), ganhou as atenções novamente em Volta Redonda (RJ). O motivo é a realização de uma feira gospel na cidade.

De acordo com reportagem do jornal aQui, de Volta Redonda, Silas seria sócio de Marcello Gil na Praise Comunicações. A empresa é a responsável, em parceria com a prefeitura local, pela "Expo Unisul 2010", que por sua vez é promovida pelo Conselho de Pastores de Volta Redonda (Copevre). Segundo Gil, o objetivo da feira é oferecer negócios e entretenimento ao público cristão, de um modo geral.

Há aproximadamente seis meses, a Praise se associou ao Copevre para realizar a "Marcha para Jesus". Segundo a reportagem, há oito anos o evento era realizado pela Rádio 88FM. O presidente do Copevre, Pastor Marcelo Adson (Igreja Metodista Wesleyana). Segundo Gil, a Praise "cuida da imagem do Copevre. Somos a agência de publicidade do Conselho", disse o sócio de Silas.

Mas um pastor de Volta Redonda, que preferiu o anonimato, não gostou nem um pouco da parceria. Segundo ele, a "Marcha para Jesus" deixou de ser um evento religioso para tornar-se um acontecimento político. Ainda conforme o religoso, outros pastores não gostaram da parceria entre a Copevre e a Praise, justamente por conta da presença de Silas.

"Pelo que levantamos, ele tem um histórico bem conturbado. É suspeito de ‘dar tombo’ em um evento gospel nos EUA em 2007 e, pelo que soubemos, teria fugido para o Brasil depois de ser investigado por fraudes em um banco americano", disse o pastor.

O 'tombo' a que o religioso se refere é o conhecido caso "Diante do Trono", evento organizado por Silas em parceria com a WestConn. De acordo com John Murphy, diretor do O’Neill Center, a Revista Palavra, então de propriedade de Silas, e o O’Neill Center, teriam firmado acordo para vender os ingressos ao preço único de $9. No entanto, o custo dos ingressos chegou a alcançar a quantia de $85, sem que Murphy soubesse.

As acusações de fraude em um banco americano seriam o uso de documentos falsos por estar indocumentado no país. De acordo com revelação do próprio Silas ao Comunidade News, no ano de 2008, ele teria sido "convidado" a pedir demissão do Union Savings Bank. Informações nunca confirmadas dão conta de que ele teria cometido fraudes dentro do banco, inclusive em contas de clientes.

A reportagem do jornal aQui chegou a procurar Silas para obter esclarecimentos sobre a realização da feira gospel e da parceria entre a Praise e o Copevre. Segundo a reportagem, Silas ficou muito sério e disse que "É o Marcello quem fala sobre isso". Quando a equipe de reportagem expôs a preocupação das lideranças evangélicas sobre a parceria com a Praise, Marcello disse. "A partir daqui, só por escrito".

Nove perguntas então foram enviadas a Silas via e-mail. O jornal aQui nunca obteve resposta. Silas foi questionado sobre o que de fato aconteceu no evento "Diante do Trono", e o que levou ele e a família a saírem de Danbury e voltarem para o Brasil. Uma das perguntas enviadas por email, Silas é questionado sobre a Revista Palavra, a qual ele está publicando novamente no Brasil.

Quando Silas já estava no Brasil, o Comunidade News foi procurado pelo Pastor Irineo Grubert. Segundo o religioso, uma semana antes do escândalo envolvendo o nome de Silas vir a público, ele havia comprado a parte de Silas na Revista Palavra.

Através de nota oficial, Grubert disse que a Mig Distribuidora Gospel, da qual é dono, adquiriu a parte de Silas. "O Sr. Silas A. Júnior não faz mais parte em nenhum setor da Revista Palavra desde Março 30/2008, pois a revista foi adquirida pelo Grupo Mig Distribution Gospel, com sua sede em São Paulo – Brasil e Orlando,FL-USA", dizia o texto da nota. Ainda segundo o comunicado oficial, a nova diretoria da revista não responde pelos "feitos e testemunhos pessoais" dele.

De Santa Catarina, o Pastor Grubert falou ao Comunidade News. Segundo ele, o negócio da Revista Palavra foi desfeito, e Silas ficou com a publicação de volta. Sobre o porquê da desfeita do negócio, o Pastor Grubert disse que "isto é uma questão particular". De acordo com o pastor, a revista pertencia também a outras pessoas, além de Silas.

Segundo Grubert, para desfazer o negócio ele se encontrou com outro sócio da revista, o qual ele não quis revelar o nome. De acordo com o pastor, o encontro teria sido em Nova Iorque, porque Grubert tinha um vôo marcado. O pastor disse que teria recebido um exemplar da Revista Palavra que foi publicado no Brasil.

Quando comprou a revista, Grubert tinha um projeto de publicá-la no Japão e no Brasil. Segundo ele, o projeto foi cancelado porque a revista passou a pertencer novamente a Silas. O pastor disse ainda que decidiu vender a Palavra porque queria ser sócio majoritário, e isto não foi possível. Grubert não quis revelar os nomes das pessoas que estariam participando da sociedade.

Segunda a reportagem, a "ExpoUniSul" foi cancelada pela prefeitura depois que o passado de Silas foi questionado junto ao prefeito Antônio Francisco Neto. "Por ora, a exposição está adiada. Se for realizada, no futuro, outra empresa será contratada para organizá-la", afirmou o prefeito à reportagem do jornal aQui.

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