Sobre a sedução do mau

Sobre a sedução do mau

Atualizado: Sexta-feira, 1 Março de 2013 as 3:45

 

pecadoA maior parte dos cristãos que eu conheço não gosta muito de falar do diabo. Cresci com a minha mãe proibindo que o nome dele fosse mencionado na casa, para que não fosse atraído.
 
Hoje, não vejo problema em mencioná-lo, nem em imaginar que ele está em constante atividade contra os projetos de Deus, o que me inclui. 
 
Não creio que precisemos falar disso o tempo todo, nem penso que se deve atribuir ao inimigo todas as desventuras da vida. Seria muita propaganda para ele, muito “ibope”. Mas o fato é que eu tenho um inimigo.
 
Em Apocalipse 12, nosso inimigo é referido com várias nomenclaturas. Dragão, serpente, satanás, diabo, acusador. Um termo, porém, me chama a atenção: o sedutor. Aliás, o “sedutor de todo o mundo”. 
 
Quando penso em sedução, penso em alguém ou algo que surge às minhas vistas com a clara intenção de fazer-me pecar. Uma mulher que se ofereça demais será vista por muitos como uma sedutora, por exemplo. 
 
No original, porém, o sedutor (planao, no grego) é “aquele que faz o outro perambular”. Forte e verdadeiro.
 
Não sou um especialista em demonologia. Aliás, cresci aprendendo a fingir que não havia diabo. Mas sei o suficiente para crer que hoje, nesse dia, durante toda essa semana e todos os dias da minha vida, tenho um inimigo que quer me ver perdido, perambulando. 
 
Deixar-me sem rumo é sua principal estratégia. Fazer-me vagar, sem propósito. 
 
Mas pela graça, Deus está, para me mostrar o caminho.
 
 
Mario Freitas
Via Facebook
 

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