Suecos aderem ao implante de microchip na mão para obter passaporte da vacina

Especialistas apontam para o risco de doação de dados nos termos e condições assinados.

Fonte: Guiame, com informações de Euronews e AFPAtualizado: segunda-feira, 6 de dezembro de 2021 14:12
Momento da implantação do microchip na mão. (Imagem: Captura de tela/Twitter Sikh For Truth)
Momento da implantação do microchip na mão. (Imagem: Captura de tela/Twitter Sikh For Truth)

Milhares de pessoas na Suécia estão inserindo minúsculos microchips sob a pele e dando boas-vindas à nova realidade. Por lá, em vez preocupação com possíveis violações de dados pessoais, os suecos estão de olho na conveniência.

Com o micro dispositivo instalado numa das mãos, eles garantem que a vida ficou mais fácil, no sentido de não precisar mais carregar identidades, passes de ginástica e cartões-chave para entrar no trabalho.

Além disso, eles podem comprar passagens de trem e acessar certas máquinas de venda automática e até impressoras. Os pequenos implantes foram usados pela primeira vez em 2015, na Suécia e em outros países, inicialmente de forma confidencial.

Sobre o microchip

As etiquetas eletrônicas têm aproximadamente o tamanho de um grão de arroz e são implantadas nas costas da mão por meio de uma seringa.

A tecnologia é incrivelmente conveniente", disse Ben Libberton, microbiologista que trabalha para o Laboratório MAX IV, ao Euronews. Embora, ele não tenha descartado a possibilidade de infecções ou reações do sistema imunológico.

Em um ano, cerca de 130 passageiros se inscreveram no serviço de reserva de microchip ferroviário nacional SJ da Suécia. 

Interesse aumentou na pandemia

Assim que a Suécia anunciou que exigiria o passaporte da vacina contra o coronavírus, o número de pessoas que colocaram microchips sob a pele aumentou, de acordo o jornal diário sueco Aftonbladet.

A exigência do passaporte passou a valer no dia 1º de dezembro, em todos os eventos com mais de 100 participantes. Um dos suecos que já possui o microchip, Hannes Sjoblad, disse que tem o passaporte da vacinação inserido em sua mão esquerda.

Sjoblad contou que que todas as suas informações sobre o Covid-19 se refletem em seu telefone celular quando ele o segura com a mão esquerda, acrescentando que essa é uma nova tendência que se tornou popular entre os suecos.

De acordo com o pesquisador de culturas digitais, Moa Petersen, cerca de 6 mil pessoas na Suécia já tiveram um chip inserido em suas mãos.

 

E os dados pessoais?

Libberton avisa que, ao ter um microchip implantado na mão, você também entrega seus dados, o que o profissional considera ser o maior problema. 

“Mais tarde, todos os dados serão armazenados. Se não estiverem seguros, alguém pode obter suas informações e, uma vez acessadas, será difícil recuperá-las”, explicou.

Ele também alerta que algumas pessoas podem até estar doando seus dados sem perceber, nos termos e condições que assinaram.

Prática popular na Suécia

No entanto, os microchips têm sido extremamente populares na Suécia, com algumas empresas até mesmo oferecendo as chamadas festas de implantes para seus funcionários.

O Epicenter, um centro digital em Estocolmo que abriga mais de 300 laboratórios de start-up para empresas maiores, disponibilizou o chip para seus funcionários e organizações membros nos últimos anos.

Um dos motivos do sucesso dos microchips na Suécia é que “como é um país menor, a maioria das pessoas tem muita confiança e também confiança nas autoridades”, disse Libberton.

Isso poderia explicar por que mais pessoas estão obtendo os microchips na Suécia do que em outros países.

Opinião teológica

No mês de maio, uma das matérias do Guiame mostrou a opinião do pastor Lamartine Posella sobre a implantação de microchips em seres humanos. Na ocasião, estava em discussão o avanço da Inteligência Artificial

Muitos líderes cristãos têm associado o avanço acelerado da ciência, nesse sentido, como um cenário preparado para o governo único do Anticristo e a marca da besta. 

De acordo com Posella, o microchip pode ser um artefato de grande utilidade, não só para o armazenamento dos dados das pessoas, como para a interação entre humanos e máquinas. 

“Pode ser um instrumento de controle. Eles saberão para onde você vai, o que você faz e até o que você fala”, observou na época. 

“Me desculpem, não gosto de teorias de conspiração, mas isso tem muito a cara de ser o instrumento que o Anticristo vai usar para governar o mundo inteiro. E pode ser mesmo a marca da besta, o microchip que será implantado na mão ou na testa das pessoas, como menciona o livro de Apocalipse”, relacionou.

“Quando o governo do Anticristo se levantar, essas coisas não serão opcionais, mas obrigatórias”, advertiu.

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