‘Surfistas de Cristo’ reúnem mais de mil atletas para evangelizar nas praias brasileiras

O grupo está presente em mais de sete estados brasileiros, levando Cristo aos atletas.

fonte: Guiame, com informações do Estadão

Atualizado: Terça-feira, 27 Fevereiro de 2018 as 3:47

Diego Aguiar, o pastor Tadeu Pereira e Marcos Santos (da esquerda para a direita). (Foto: Werther Santana/Estadão).
Diego Aguiar, o pastor Tadeu Pereira e Marcos Santos (da esquerda para a direita). (Foto: Werther Santana/Estadão).

Nem sempre a Igreja de Jesus se reúne em templos formais. Em algumas vezes, o tempo pode ser na praia mesmo. Os “Surfistas de Cristo” tomam a frente desse trabalho, levar o Evangelho onde os atletas pegam onda. É o caso de Diego Aguiar, um jovem de 14 anos que figura como um dos talentos da nova geração do surfe brasileiro e que foi fisgado pelas Escrituras.

Ele ouve atentamente os ex-surfistas Marcos Santos e Tadeu Pereira. Hoje, a cena não é mais estranha para quem passa pela região. Nas areias da praia Vermelha do Centro, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, o Evangelho vem sendo pregado pelos a quem queira ouvir.

Para orientar os surfistas, o movimento se baseia em conceitos bíblicos. E as reuniões são em pequenos grupos. Eles visam fazer com que aos poucos, todos se conheçam com profundidade. Esta é certamente uma proposta que vai na contramão dos grandes centros religiosos ou mega-igrejas.

Olho no olho, intimidade. É assim que os “Surfistas de Cristo” trabalham. Segundo o Estadão, o movimento reúne cerca de mil atletas em sete estados brasileiros (Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Pernambuco e São Paulo). Apesar da iniciativa não formar igrejas, seus integrantes frequentem elas. Mas, durante as reuniões, o templo é a praia.

Cidadania

Mas, o grupo não fica só nos encontros não. Eles aproveitam para exercer a cidadania e promover ações práticas que estreitam a relação do esporte com a natureza. “Manter a limpeza das praias, separar o lixo reciclável, não destruir as vegetações rasteiras que mantêm o equilíbrio ecológico, denunciar esgoto a céu aberto e não entrar de carro na areia das praias”, são alguns exemplos citados pelo Estadão.

Marcos Santos é ex-surfista e formado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, no Recife (PE). Ele diz: “Muita gente do surfe usa drogas e tem uma vida desregrada. Eu vivi o outro lado também, com comemorações exageradas e bebedeira. Você pode celebrar com os amigos, mas com moderação. Não seguimos apenas regras religiosas, mas princípios que nos mantêm saudáveis”.

“Ser Surfista de Cristo é amar pegar a onda, mas não se esquecer do criador das ondas”, complementa Tadeu Pereira, pastor da comunidade Semear.

Os “Surfistas de Cristo”, como como diz o nome original “Christian Surfers International” é um movimento mundial, onde o Brasil é um dos 35 países que integram a iniciativa. Com sede na Austrália, a organização é caracterizada pode não ter fins lucrativos. Famosos como o americano C.J. Hobgood, campeão do circuito mundial em 2001 representam o grupo.

Outra famosa de bastante destaque é a havaiana Bethany Hamilton, que está entre os maiores exemplos de superação no esporte. Ela foi vítima de um ataque de tubarão aos 13 anos e perdeu seu braço esquerdo. Apesar da tragédia, ela nunca abandonou o esporte e continuou competindo. Em 2014, venceu a competição em Pipeline. Sua história de superação por meio da fé pode ser lida em sua biografia ou até mesmo vista no filme Soul Surfer - Coragem de Viver, lançado em 2011.

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