Teólogo diz: "alguns pastores nunca tiveram experiência de campo"

Teólogo diz: "alguns pastores nunca tiveram experiência de campo"

Atualizado: Quarta-feira, 9 Março de 2011 as 1:44

Existe razão para a igreja lutar pelos direitos humanos? E muito. Esta é a opinião do pastor Antônio Carlos Costa, da Igreja Presbiteriana da Barra (RJ), um dos palestrantes do XIII Encontro Para a Consciência Cristã, que acontece no Parque do Povo, em Campina Grande.

O pastor Antônio Carlos(foto) tem sido um dos defensores dos Direitos Humanos no Brasil com atuação destacada em presídios, cadeias, favelas e movimentos sociais, onde, segundo ele, “não existem lugares melhores para se aprender e praticar Antropologia Social (organização social e política, parentesco, instituições sociais etc.)”.

Ele criticou, no entanto, os teólogos que defendem que os direitos humanos carecem de uma perspectiva humanística e antropológica (cultural). – Esses teólogos nunca tiveram contato com a favela nem campos de concentração (referindo-se aos presídios brasileiros) e desconhecem as lutas que ficaram registradas na história da igreja, como a do pastor batista e ativista político nos Estados Unidos, Martin Luther King Jr., que saía do púlpito para ir às ruas lutar em defesa dos direitos humanos do negro -, disse o palestrante. Para o Antônio Carlos, os teólogos antropocêntricos nunca tiveram passaram pela experiência de campo. “E nós, enquanto servos do Altíssimo, temos que defender aqueles pelos quais Jesus Cristo morreu na cruz”.  

veja também