Tesoureira da IURD é acusada pela Promotoria dos EUA de promover fraudes e falsificações

Tesoureira da IURD é acusada pela Promotoria dos EUA de promover fraudes e falsificações

Atualizado: Terça-feira, 13 Julho de 2010 as 9:37

A Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) confirmou nesta segunda-feira que a sua tesoureira nos Estados Unidos, Regina da Silva, fez vários empréstimos hipotecários naquele país "para comprar terras a fim de construir novas igrejas". Regina é acusada pela Promotoria de Justiça de Nova York de promover fraudes e falsificações para obter empréstimos que totalizam US$ 22,107 milhões. Em nota assinada pelos advogados de Nova York, a Igreja Universal afirma que não houve "intenção de roubar" ou "cometer crime" da sua tesoureira nos Estados Unidos. "As operações de hipoteca que formam a base das acusações não foram obtidas com qualquer intenção de roubar ou a cometer crime algum", afirmaram os advogados do escritório Hughes Hubbard & Reed.

Os 11 empréstimos hipotecários feitos por Regina entre 2006 e 2008, conforme os advogados americanos, foram feitos para "prosseguir a missão" da Iurd nos Estados Unidos. "Essas hipotecas foram obtidas a fim de prosseguir a missão da Igreja Universal e, especificamente, para comprar terras a fim de construir novas igrejas. De fato é exatamente o que foi feito com o dinheiro obtido através das hipotecas. Essas hipotecas foram e continuam a ser pagas pela Igreja dentro do prazo", afirma a nota dos advogados, em inglês.

Regina da Silva, de 41 anos, foi levada algemada ao tribunal na última quinta-feira, onde declarou-se inocente. Seu advogado, Andrew Lankler, disse na audiência que ela cumpriu com a maior parte das exigências legais para assegurar as hipotecas. Segundo ele, Regina não foi a beneficiária das transações, mas sim a própria Universal. Na acusação, a Promotoria de Nova York afirma que a tesoureira da Universal do Reino de Deus enganou o governo dos Estados Unidos e o signature Bank ao fraudar solicitações de empréstimos em nome da Igreja.

Regina é acusada pela Promotoria de quatro crimes - apropriação indébita, falsificação de documento, declaração falsa e esquema frauduelento - que tem penas que variam de quatro a 25 anos de prisão. "Regina da Silva foi, e continua a ser uma conscienciosa funcionária que trabalha na Igreja há muitos e muitos anos", afirma a nota dos advogados americanos da Universal.

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