Testemunha no caso de terapeuta cristã recebe ameaças

Testemunha no caso de terapeuta cristã recebe ameaças

Atualizado: Segunda-feira, 24 Janeiro de 2011 as 11:14

Uma psicoterapeuta cristã que deveria comparecer a uma comissão sobre conduta profissional hoje pediu que a audiência fosse adiada enquanto a polícia está investigando ameaças contra uma das principais testemunhas do caso.

Lesley Pilkington, que aconselha clientes que querem deixar o estilo de vida homossexual, estava marcada para comparecer diante da comissão de avaliação da Associação Britânica de Aconselhamento e Psicoterapia (ABAP) depois que uma queixa foi feita contra ela por um ativista homossexual.

Logo antes da audiência, relata o Centro Legal Cristão, um especialista, que iria testificar em favor de Pilkington, recebeu várias ligações telefônicas “ameaçadoras” que incluíam intenções de fazer mal e intimidação dizendo-lhe que não comparecesse.

A conselheira pediu um adiamento no caso e que a polícia fosse chamada para fazer uma investigação total.

Pilkington havia sido alvo de uma operação secreta do jornalista disfarçado Patrick Strudwick, que chegou até ela para pedir a ajuda dela acerca de sua sexualidade. Ele havia dito para Pilkington que ele queria deixar o estilo de vida homossexual.

Contudo, ele secretamente gravou duas sessões de aconselhamento e as publicou no jornal The Independent. Strudwick então fez uma queixa contra Pilkington na ABAP, afirmando que ela havia cometido negligência ao não respeitar a imutabilidade natural de sua homossexualidade.

Durante as sessões de aconselhamento, Strudwick várias vezes declarou que queria deixar a prática da homossexualidade.

Pilkington disse que claramente informou Strudwick de que seus métodos terapêuticos tinham como base o Cristianismo.

Desde que escreveu o artigo, Strudwick começou a liderar campanhas contra as terapias de base cristã para tratar a homossexualidade e vem organizando protestos em conferências cristãs. Ele declarou em entrevistas que ninguém pode mudar sua orientação sexual e afirmou que as tentativas de fazer isso são extremamente prejudiciais.

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