Tribunal da Finlândia multa pastor por recusar trabalhar junto a pastora

Tribunal da Finlândia multa pastor por recusar trabalhar junto a pastora

Atualizado: Quinta-feira, 28 Outubro de 2010 as 2:50

O Supremo Tribunal da Finlândia impôs uma multa de 320 euros contra um pastor evangélico por causa da recusa dele de trabalhar com uma mulher pastora, chamando-o de um caso de "discriminação sexual".

Ari Norro é pastor da Associação Evangélica Luterana da Finlândia e membro da Associação Evangélica Luterana na Finlândia (AELF), uma associação dentro da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia que não aceita a ordenação de mulheres.

Na primavera de 2007, ele estava trabalhando como pastor visitante num culto de domingo numa igreja em Hyvinkää, sul da Finlândia, onde o culto era regularmente realizado por Petra Pohjanraitio, uma mulher pastora. Pohjanraitio havia sido escalada para distribuir a Santa Ceia; porém, antes do culto, ela foi avisada por Norro de que suas convicções apostólicas o impediam de trabalhar com uma mulher pastora no altar.

A decisão do Supremo Tribunal segue outras de tribunais de primeira instância que decidiram que a igreja é obrigada a cumprir as mesmas leis de "igualdade sexual" impostas em outros ambientes de trabalho.

"Atitudes decididas por convicções religiosas não podem ser usadas para levar à quebra de direitos humanos, tais como discriminação de natureza sexual", declarou a decisão.

Por Hilary White

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

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