Tribunal da Inglaterra decidirá se casal cristão pode adotar criança

Tribunal da Inglaterra decidirá se casal cristão pode adotar criança

Atualizado: Quarta-feira, 3 Novembro de 2010 as 8:52

Um casal cristão na Inglaterra fez várias tentativas para prestar assistência social às crianças, mas foi impedido por causa de suas opiniões sobre o homossexualismo.

Eunice e Owen Johns foram convocados a comparecerem perante o Supremo Tribunal nesta segunda-feira e os seus advogados dizem que o desfecho do caso poderá afetar o futuro da criança e dos pais adotivos.

"Pode acontecer muito antes do que imaginamos, de as autoridades locais decidirem que os cristãos não podem cuidar de algumas das crianças mais vulneráveis da nossa sociedade, simplesmente porque eles desaprovam a homossexualidade", disse o Centro Legal Cristão em um comunicado.

O casal Johns está empenhado desde 2007 a adotar crianças entre as idades de 5 e 10 anos. Como parte do processo de avaliação, uma assistente social visita a sua casa em Derby, na Inglaterra, a cada duas semanas. Durante uma dessas visitas, a assistente social mencionou que, se uma criança chegar da escola e disser aos pais adotivos que é homossexual, os pais devem dizer ao filho (a) que “tudo bem”.

Eunice Johns respondeu: "Como evangélica, crente na Bíblia, não acho que posso fazer isso."

Após oposição, o Derby City Council suspendeu o processo de candidatura a pais adotivos. A família Johns, em seguida, enfrentou um grupo de pelo menos uma dúzia de pessoas e afirmou novamente que se recusam a dizer a uma criança que está tudo bem em ser homossexual.

"Eu disse a eles que sei que não vão deixar nos candidatarmos, mas não há nenhuma maneira de fazermos a declaração que pedem, pois cremos na Bíblia", disse ela. Uma semana depois, o casal recebeu uma carta do conselho dizendo "obrigado por retirar sua candidatura".

O Centro Legal Cristão apontou a ironia no caso pelo fato de que a família Johns serviu anteriormente para o perfil de pais adotivos no Derby , mesmo para crianças de 12 anos.  Além disso, os Johns são cristãos amorosos que tanto no passado, quanto no fututo estão dispostos a darem uma casa maravilhosa para uma criança vulnerável, disse Andrea Minichiello-Williams, diretora do Centro cristão.

O Derby Municipal, a pedido do casal, foi convidado pelo Centro Legal Cristão para clarificar a sua política sobre a adequação das famílias de acolhimento, com as visões tradicionais sobre ética sexual. O painel de aprovação do Conselho não tomou uma decisão final sobre o pedido.

Como o caso enfrenta o Tribunal Superior, o Centro Legal Cristão diz: "este é um processo vital para a liberdade cristã". "O município tem a obrigação de respeitar as crenças religiosas da família Johns, mas também de cumprir a lei da igualdade, que proíbe a discriminação por orientação sexual. O caso vai decidir se os Johns são capazes de promover esta igualdade, sem comprometer suas crenças," explicou a instituição.

A nova Lei da Igualdade entrou em vigor no mês passado. A lei consolida nove peças da legislação anti-discriminação em um estatuto e abrange diferentes áreas. A nova lei visa impedir a discriminação de uma ampla gama de setores, incluindo o local de trabalho, educação e serviços.

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