Tribunal pune reverendo que orou "no nome de Jesus"

Tribunal pune reverendo que orou "no nome de Jesus"

Atualizado: Segunda-feira, 11 Agosto de 2008 as 12

O Quarto Tribunal de Apelações decidiu no último dia 23 de julho que a assembléia municipal da cidade de Fredericksburg, na Virgínia, tem toda a autoridade para influenciar no conteúdo de orações proferidas em público a fim de que elas deixem de ter um caráter "sectário", ao se referirem ao nome de Jesus, e concordou em excluir o membro do conselho, o reverendo Hashmel Turner, porque ele orou desse modo.

A ministra da Suprema Corte de Justiça, Sandra Day O'Connor, justificou na decisão por escrito: "A restrição para orações de natureza sectária têm o objetivo de tornar as orações acessíveis às pessoas que vêm de uma variedade de crenças, sem exclui-las ou limitá-las a uma fé em particular."

Ironicamente, ela admitiu que o reverendo Hashmel Turner foi excluído de participar do conselho da cidade única e tão somente por causa do conteúdo cristão da sua oração.

O governo de Fredericksburg violou todos os direitos coletivos ao estabelecer uma religião não-sectária e requerer que todas as orações sejam adaptadas mediante a ameaça de serem excludentes.

A juíza O´Connor mostrou seu perfil liberal, ao declarar a palavra de Jesus "como um discurso religioso ilegal que pode ser proibido por qualquer conselho que deseja ignorar a Primeira Emenda", assim como ela o fez.

O reverendo Hashmel Turner deveria recorrer ao prefeito, pedir que ele despedisse os demais membros do conselho e refizesse a política para as orações. E, se for o caso, levar a questão a instâncias maiores da Justiça.

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