UFC: Violência da modalidade esportiva gera discussão entre pastores

UFC: Violência da modalidade esportiva gera discussão entre pastores

Atualizado: Quinta-feira, 1 Setembro de 2011 as 9:40

A versão brasileira do torneio de Vale Tudo que aconteceu no  Rio de Janeiro no último final de semana gerou entre líderes e pastores opiniões controversas sobre a separação entre esporte e religião.

Por ser bem violenta, a modalidade é considerada por alguns lideres como anti-biblica já que tem como objetivo massacrar com golpes e pontapés o adversário. Recentemente o evangélico Vitor Belfort defendeu que existe uma separação entre o esporte e a religião, porém na prática, a violência do esporte gera opiniões controversas entre os religiosos e não religiosos.

Pastores e líderes evangélicos defendem opiniões diversas: “Que esporte é esse? Será que uma pessoa caída, sem poder de reação, que sequer consegue se defender precisa ser socada na cabeça com tanta força?” escreveu Pastor Ciro Sanches Zibordi em seu blog.

Para Zibordi, o Cristão deveria priorizar a santificação do “homem interior” e valorizar e cuidar do corpo. O pastor resssalta que a violência não deve ser ignorada.

Colocando-se em uma posição mais neutra, o pastor Renato Vargens diz que o esporte é o substituto do boxe. “Pois é, alguns rejeitam o esporte em questão por acharem violentos demais, outros, por acreditarem que qualquer tipo de luta marcial é coisa do cão. Não demonize um esporte simplesmente pelo fato de que você o considera violento demais”, comentou Vargens

O pastor Geremias do Couto, da Assembleia de Deus, considera o esporte inadequado para o cristão. “Respeito quem participa e assiste (a tentação é grande!), mas a violência que o caracteriza conflita com os princípios de vida do Cristianismo”.

Mas nem todos rejeitam o esporte por sua violência. O senador evangélico Magno Malta subiu no octógono no Rio de Janeiro para prestigiar a modalidade esportiva. “O Brasil passou o trator e assumiu de vez a supremacia do MMA no mundo”, referiu-se Malta ao massacre dos atletas brasileiros. Malta ainda acrescentou “Deus é Fiel. Hoje, ele é o maior incentivador do jungle fight no Brasil”.

Por Pollyanna Mattos

Com informações do Christian Post

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