"Um tratado a favor dos gays" diz Apolinário sobre veto do Dia Hetero

"Um tratado a favor dos gays" diz Apolinário sobre veto do Dia Hetero

Atualizado: Quinta-feira, 1 Setembro de 2011 as 1:45

O vereador Carlos Apolinário (DEM), autor do projeto de lei que sugeria a criação do Dia do Orgulho Heterossexual na capital paulista, classifica o veto do prefeito Gilberto Kassab como “Um tratado a favor dos gays”.   Para o parlamentar, houve “excesso de propaganda dos homossexuais” no texto assinado pelo chefe do Executivo municipal, publicado nesta quarta-feira (31), no Diário Oficial da cidade de São Paulo. - Não foi um veto simples. Para poder vetar uma data, foram feitas cinco páginas. Nunca vi isso. Cinco páginas em que é realizada toda uma defesa não só do gay, mas do homossexualismo (sic), dos programas de governo a favor dos gays. É um veto que gera uma propaganda de tudo aquilo que combato, que são os privilégios para os homossexuais. O prefeito poderia vetar a data, dizendo que não é importante, que pode gerar algum ato de homofobia. Só isso. Mas ele fez um tratado a favor do gays – critica.   Apolinário rebate aos trechos do texto em que Kassab aponta a inconstitucionalidade e a ilegalidade do projeto de lei e frisa que a matéria é contrária ao interesse público dizendo: - Mas qual interesse público? Como a gente interpreta “contrário ao interesse público”? Você tem aqui, na Câmara, por exemplo, o Dia do Anão. Ele é a favor ou contrário ao interesse público? O Dia da Pizza, que o prefeito sancionou no ano passado, é favorável ou contrário ao interesse público? Se você entrar no site da Folha de S. Paulo vai ver uma pesquisa que diz: 53% das pessoas são favoráveis ao “Dia do Orgulho Hétero” e 47% são contrárias. O que é interesse público: 43 ou 57%? O prefeito foi vago.   Sobre a afirmação apresentada no texto do veto de que “a carta de lei vinda à sanção mal disfarça o preconceito contra a homossexualidade”, Apolinário ironiza:

- O que me parece é que foi feito (redigido) lá pelos LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). São gays da prefeitura, que trabalham na máquina, e que, com certeza, pediram opinião dos LGBTs e estão fazendo média com eles.  

Por Pollyanna Mattos Com informações do Terra Magazine

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