União Europeia denuncia ataques contra cristãos

União Europeia denuncia ataques contra cristãos

Atualizado: Sexta-feira, 25 Fevereiro de 2011 as 11:42

Os ataques contra muçulmanos e cristãos no Oriente Médio levaram a União Europeia (UE) a uma discussão sobre liberdade religiosa, e a última segunda (21), ela denunciou ataques antirreligião.

Na tentativa de incluir o cristianismo como uma das religiões potencialmente ameaçadas, não foi bem sucedida na reunião em janeiro, quando os ministros das relações exteriores falharam em concordar tal declaração e incomodando a Itália.

Apesar dos cristãos representarem cerca de um terço da população mundial, os ataques contra eles têm sido frequentes: Uma série em dezembro no Egito e Iraque, na Nigéria e nas Filipinas.

A UE iniciou um debate sobre a violência religiosa após um ataque a uma igreja cristã copta no norte do Egito no final de dezembro deixou 23 pessoas mortas e dezenas de feridos.

A declaração emitida pelo chanceler da UE depois de uma reunião em Bruxelas, não cita as recentes turbulências no Egito, que são o estopim da renúncia de Hosni Mubarak, e descreveu a liberdade de manifestar a fé religiosa como um direito humano, além de condenar todas as formas de discriminação.

"O Conselho manifesta a sua profunda preocupação com o crescente número de atos de intolerância religiosa e discriminação... contra os cristãos e seus locais de culto, muçulmanos e outras comunidades religiosas, que condena com firmeza", disse o comunicado.

O ministro das relações exteriores da Itália, Franco Frattini, declarou no mês passado que a falta de uma referência do cristianismo apresentou um "excesso de secularismo" dentro da UE.

A UE afirma que fará o possível em defesa pela liberdade de fé religiosa, porém cabe primariamente aos Estados a proteção dos seus cidadãos.

"Todas as pessoas pertencentes a comunidades e às minorias religiosas devem ser capazes de praticar a sua religião e cultuar livremente, individualmente ou em comunidade com outros, sem medo de intolerância e ataques", declaram os ministros.  

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