Val Gonçalves fala à mulher pós-moderna: “Não há descoberta de identidade fora de Deus”

Entre vários temas, a líder do Movimento JesusCopy falou ao Guiame sobre a submissão: “não é só da mulher para com o homem, submissão é tarefa de todo crente”.

fonte: Guiame, Cris Beloni

Atualizado: Sexta-feira, 9 Abril de 2021 as 2:26

Val Gonçalves, líder do movimento JesusCopy, em live para o Guiame. (Foto: Guiame)
Val Gonçalves, líder do movimento JesusCopy, em live para o Guiame. (Foto: Guiame)

O acúmulo de funções e a pluralidade de tarefas têm exercido sobre o público feminino a pressão de tentar ser uma “super mulher”. Falando sobre os grandes desafios da mulher pós-moderna, a líder do movimento JesusCopy, Val Gonçalves, em live ao Guiame, compartilha: “a principal queixa das mulheres é como dar conta de tudo”.

E em meio à correria, com as demandas cada vez mais exigentes, misturando a profissão, as responsabilidades no lar e o ministério, as mulheres ainda possuem a tendência da comparação. Como lidar com isso? 

Val explica que a comparação é trazer para dentro a pressão que vem de fora. “A mulher começa a olhar para a amiga ou alguém da internet e faz comparações. Agindo assim, perde-se de vista que cada mulher é única. Não dá para comparar pessoas que são diferentes. Nem gêmeos idênticos possuem impressões digitais iguais. Nós somos únicas”, enfatizou.

“Quando nos encontramos, temos descanso na alma”

Val toca num assunto muito relevante para todo ser humano: se encontrar, conhecer seu propósito e missão na vida. “Enquanto a gente não sabe quem a gente é, a gente não descansa na nossa alma, porque fica se procurando e tendo uma vida sem sentido. Na verdade, assim a gente está apenas sobrevivendo”, disse.

“Não há descoberta de identidade fora de Deus. A mulher virtuosa de Provérbios é um exemplo de quem realmente conhece a sua identidade, por isso ela é tida como uma mulher sábia, que tem a mente de Cristo”, iniciou outro tema. 

Mas nem sempre é tarefa fácil viver como a mulher virtuosa do livro de Provérbios. “Essa mulher se cansa, porque não existe super-mulher, nem super-humano, mas ela sabe que depende de Deus, que a levanta e a sustenta, e ela sabe onde encontrar o lugar de descanso Nele”, prossegue. 

Domínio próprio, equilíbrio e temperança

Segundo Val, a única forma de encontrar equilíbrio em todas as áreas da vida é através do Espírito Santo. “Uma das primeiras coisas que o Espírito Santo ensina uma pessoa a falar é ‘não’ e Ele nos direciona a governar nossas vidas pelo prisma da vontade de Deus”, explicou.

A líder compara nossa alma a um computador que já tem alguns softwares instalados. “Já tem alguns programas rodando ali, e se você não desinstalar algumas coisas antigas, o Espírito Santo não terá espaço para agir, ou seja, o sistema não vai rodar bem”, comparou. 

“A nossa psique vem cheia de doenças, sofismas, mentiras e coisas que fomos depositando em nossas vidas como se fosse um lixo dentro do nosso coração”, esclareceu e citou um texto bíblico. “Portanto, livrem-se de toda impureza moral e da maldade que prevalece, e aceitem humildemente a palavra implantada em vocês, a qual é poderosa para salvá-los.” (Tiago 1:21)

Quanto mais próximo de Cristo uma pessoa está, maior a chance de transformação. “E a transformação acontece pela renovação da mente, conforme Romanos 12.2. Você vai desinstalando aqueles softwares ruins e jogando fora aquele lixo, e deixando Ele colocar a Palavra dentro de você. Isso vai mudar sua cosmovisão e as suas escolhas”, sustentou.

O que realmente significa se submeter ao marido?

Encaminhando a pauta para o casamento, muitas mulheres se perguntam o que realmente significa a submissão da mulher ao marido. O movimento feminista tem promovido debates que acabam respingando na Igreja. O que é ser uma mulher submissa?

Val explica que essa não é uma questão somente da mulher para com o homem. “Submissão é uma tarefa de todo crente. Paulo disse: ‘Submetam-se uns aos outros no temor de Cristo.’ Ou seja, considerem os outros superiores. Se Cristo habita nas pessoas, devemos considerar que somos menores que Cristo”, explicou.

Amar, servir e ajudar são tarefas cristãs. “Nós devemos nos submeter voluntariamente e isso nos livra de querer fazer tudo do nosso jeito. Então, a submissão é também libertadora. Submissão não é subserviência, não é ser alguém de menor valor e nem é ser uma mulher abusada pela autoridade masculina. Muitos entenderam mal a submissão por causa dos maus exemplos que ocorreram. Houve muito abuso nessa doutrina ou verdade. Não é porque alguém fez errado que a primícia deve ser anulada”, ponderou.

“Em termos de criação, homem e mulher são iguais em valor e essência, mas possuem papéis diferentes. O homem recebeu o papel de governo e a mulher de auxílio, não podemos ignorar isso. Por esse motivo existe uma submissão, porque o homem está cumprindo uma missão e a mulher se une a ele para ser auxiliar nessa missão. Um complementa o outro”, apontou. 

Plano de leitura bíblica

Entre outros temas, Val Gonçalves falou sobre a vida da mulher solteira, maternidade, a melhor forma de educar os filhos através da Palavra e finalizou contando sobre o grupo que lidera pelo Instagram e Telegram de leitura bíblica. Qual o segredo para tirar melhor proveito de tudo o que as Escrituras ensinam?

“O segredo é manter a constância na leitura, ter o hábito de ler todos os dias pelo menos três capítulos. E, no grupo, todos ali reunidos, um ajuda e incentiva o outro. Quando alguém pensa em desistir, tem sempre aquele que tem uma palavra de ânimo. Estamos lá com quase 20 mil pessoas, já no livro de Josué, e o pessoal tá bem engajado. Por causa de um movimento assim, a gente pode mudar essa geração e atingir a nação inteira ”, concluiu.

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