“Vamos construir igreja nas pessoas e ser igreja”, reflete pastor diante da pandemia

Alessandro Vilas Boas fez uma reflexão sobre o momento de restrição de contato social e fechamento temporário das igrejas por causa da Covid-19.

Fonte: GuiameAtualizado: quarta-feira, 18 de março de 2020 às 20:45
O pastor e cantor Alessando Vilas Boas. (Foto: Reprodução/YouTube)
O pastor e cantor Alessando Vilas Boas. (Foto: Reprodução/YouTube)

O pastor e cantor Alessandro Vilas Boas gravou um vídeo de Londres, enquanto esperava seu retorno antecipado ao Brasil, após participar de uma turnê em Portugal e na Inglaterra.

O compositor fez um breve relato sobre o que ele viu como efeito do novo coronavírus por onde passou. “No Reino Unido no mercado não tem comida, a galera está apavorada, nas ruas não tem ninguém, os pontos turísticos estão todos vazios”, disse.

Alessandro disse que chegando ao Brasil tomaria providências para realizar cultos online e nas casas.  “A gente precisa ser cauteloso, ponderado e humano”, disse.

Sobre a nova forma de congregar imposta pela pandemia, o pastor fez uma reflexão postada no seu canal do YouTube com o título “Coronarírus e a igreja dos palcos”.

O pastor fez uma crítica sobre “a quantidade de tempo que a gente gasta em nossos ministérios e nas nossas igrejas investindo em estrutura, investindo em coisas, investindo em eventos, investindo em shows e luzes e todas essas coisas,  e quando a coisa pega elas não têm poder nenhum para sustentar a igreja”.

Alessandro levantou uma preocupação que surge como consequência da pandemia, que é a questão financeira na igreja que sofrerão ainda mais economicamente com a queda de arrecadação. Ele questionou: “E agora? Qual é a força da igreja que focou anos e anos em eventos, que focou anos e anos em encher o templo?”

“Irmãos que essa estação que a gente está passando no planeta terra nos leve a perceber que a gente precisa dar ênfase nas casas, dar ênfase nas pessoas, dar ênfase em discipulado, dar ênfase na igreja viva e eficaz, na igreja que construímos dentro das pessoas e não para as pessoas”, diz.

“A pergunta é: Se o templo acabar, o que vai restar das nossas igrejas? Se a gente precisa ficar 4 meses (o que eu não acredito que vamos precisar), sem nos reunirmos em nossos templos. O que vai sobrar das nossas igrejas?”, questionou.

“Vamos persistir em oração, vamos liberar cura, vamos ser cidadãos, mas vamos pensar nisso. Vamos construir para baixo. Antes de dar cinco passos para frente, temos que dar dez passos para trás; antes de construir 40 andares para cima, a gente constrói 80 para baixo; vamos construir igreja nas pessoas, vamos ser igreja”, refletiu.

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