Vereador-pastor defende investigação de templos evangélicos

Vereador-pastor defende investigação de templos evangélicos

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2011 as 8:15

O vereador-pastor João Luiz (Democratas) repercutiu em sessão realizada nessa terça-feira na Câmara de Vereadores de Maceió uma discussão levantada pela reportagem do Alagoas24horas, a fiscalização de igrejas evangélicas em Alagoas.

Na tribuna da Casa de Mário Guimarães, João Luiz defendeu que haja uma investigação sobre templos evangélicos. O edil disse, ainda, que alguns (templos) surgem sem estrutura e sem compromisso de evangelizar. "Tomei conhecimento de um caso de um pastor que briga com outro para tomar a clientela", afirmou o vereador e pastor.

João Luiz disse, também, que as igrejas (legalizadas) passam por prestação de contas e todos os procedimentos legais nas áreas fiscal e contábil.

A questão do número de igrejas evangélicas em Alagoas e a falta de fiscalização sobre os templos foi levantada pelo Alagoas24horas após a morte – por enforcamento - do pastor Cosmo Rocha dos Santos, de 33 anos, encontrado morto dentro da Igreja Evangélica Pentecostal Coluna de Fogo.

O surgimento de novas denominações evangélicas clandestinas cresce a olhos vistos. Em cada esquina há uma placa diferente, com líderes que muitas vezes se auto-intitulam pastores, sem nenhum critério ou preparação prévia para assumir uma congregação e cuidar de seus membros.

As exigências, entretanto, são ignoradas pela maioria das igrejas abertas em todo o Estado. Não existe, segundo informações levantadas pela reportagem do Alagoas24horas, nenhuma entidade responsável pela fiscalização do funcionamento desses templos ou da atuação dos seus pastores.

Questionado sobre a quantidade de santuários em Maceió, o superintendente do Controle e Convívio Urbano, Galvaci de Assis informou que atualmente a SMCCU não possui um número exato de templos clandestinos e por isso o controle torna-se mais difícil. “Temos 30 fiscais que fiscalizam não só igrejas, mas tudo que diz respeito ao convívio urbano e, como o número cresce a cada dia, não há como precisar uma quantidade exata de congregações”, salientou Galvaci. “Não há como inibir o surgimento de novas igrejas, mas estamos fiscalizando todas que encontramos, solicitando inclusive o alvará de funcionamento”, frisou ainda o secretário.

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