Vereadora cristã vai ao MP contra "Marcha da Maconha"

Vereadora cristã vai ao MP contra "Marcha da Maconha"

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 12:08

A vereadora Leonice da Paz (PDT), ingressou nesta segunda-feira (09/05) com pedido junto ao Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo para investigação e apuração de responsabilidades quanto a organização de Marcha Para Maconha, prevista para ocorrer no dia 28 de maio, no Largo do Rosário, em Campinas. O mesmo evento foi realizado no último sábado (07/05) no Rio de Janeiro, Vitória e Belo Horizonte, ocasião em que várias pessoas foram presas por fazerem apologia ao uso da droga e defesa pela sua legalização. Em São Paulo, outros foram presos enquanto tentavam se organizar.

O requerimento protocolado no MP anexou algumas manifestações feitas na Internet para organização da Marcha Para Maconha em Campinas. Os manifestantes teriam registrado o domínio www.marchadamaconha.org  no exterior, na tentativa de burlar as leis e o Código Penal Brasileiro, que consideram crime a apologia e a indução ao uso indevido de drogas, sob pena de detenção e multa.

A vereadora disse ter tomado conhecimento de que há movimentação para que o evento seja realizado no dia 28 de maio em Campinas, quer impedir que o ato aconteça. “Apoio a vida, a saúde, a família e sou contra qualquer tipo de violência, portanto, jamais poderei apoiar uma manifestação contrária a esses valores e à lei”.

Leonice da Paz é apoiadora da Frente Parlamentar em Defesa da Família e apoio à Vida, que também é contra a Marcha Para Maconha, e presidente da Fenasp-Mulher nacional, frente criada para estabelecer políticas em favor da vida e contra a violência. “Com apoio dos líderes de igrejas evangélicas de Campinas, quero impedir esse movimento, também para evitar o envolvimento de jovens em violências como aconteceu nas capitais”, explica.

No documento, a vereadora argumenta que “a Marcha da Maconha foi previamente divulgada no site com inúmeros diálogos entre internautas e organizadores, alcançando o público em geral, sem distinção de idade, pregando a apologia, inclusive para crianças”.

“A manifestação está prevista para acontecer em área pública, não respeitando a posição de pessoas contrárias ao uso e comércio de drogas”, argumenta a vereadora. Os divulgadores do site afirmam que a maconha faz bem à saúde e que pode ser utilizada sem prejuízos, estimulando dessa forma o seu uso, configurando o crime previsto em lei.

"A situação inicialmente apresentada como manifestação política pacífica, em verdade camufla ação orquestrada pela difusão do consumo da droga, o que configuraria o crime de apologia ao tráfico de entorpecentes, sintetiza o documento.

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