'Vivíamos escondidas até encontrar igreja que nos aceitasse', diz casal gay

"Nos sentimos em casa" diz casal gay sobre igreja inclusiva

Atualizado: Sexta-feira, 27 Abril de 2012 as 9:50

A piauiense Susane Borges, de 43 anos, participava da parada gay de São Paulo cerca de seis anos atrás quando foi abordada por um fiel da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), de quem partiu um convite para visitar a sede da congregação, voltada para o público homossexual, no centro de São Paulo.

Criada na Igreja Católica, Susane temia participar de cultos tradicionais. Desde 2005 vivendo com a companheira, Noemi Miranda, de 51 anos, ela já não aguentava mais ser vítima de preconceito e depois de uma visita tornaram-se membros frequentes.

As duas frequentam a ICM aos sábados e aos domingos. Na congregação, Susane cuida do ministério dos surdos, ajudando pessoas que, como sua companheira, sofrem de deficiência auditiva.
"Aqui, me sinto em casa. Não sou vítima de preconceito e ainda posso fazer novas amizades com outros casais homossexuais", conta ela à BBC Brasil.

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