Após ser punido por citar homossexualidade na Bíblia, capelão perde causa na justiça

O tribunal concluiu que o ministro cristão falou aos presidiários de forma "insensível", e que não levou em conta a natureza especial da congregação dos detentos.

Fonte: Guiame, com informações de Christian TodayAtualizado: sexta-feira, 18 de março de 2016 14:03
Barry Trayhorn, pastor pentecostal e cantor de música country, disse que se sentiu discriminado ao ser repreendido por ler versículos bíblicos aos presidiários. (Foto: Dale Cherry)
Barry Trayhorn, pastor pentecostal e cantor de música country, disse que se sentiu discriminado ao ser repreendido por ler versículos bíblicos aos presidiários. (Foto: Dale Cherry)

Um pastor e capelão voluntário foi acusado pelo presídio onde trabalhava, em novembro do ano passado, por citar versos da Bíblia que foram considerados “homofóbicos”. Após levar a queixa ao tribunal, o ministro cristão britânico perdeu a causa em sua demissão sem justa causa.

Barry Trayhorn, pastor pentecostal e cantor de música country, disse que se sentiu discriminado ao ser repreendido por ler versículos bíblicos aos presidiários no sistema prisional de Littlehey, em Bedfordshire, na Inglaterra. Ele trabalhou no local como jardineiro, e começou a ajudar como voluntário com os serviços de capelania na instituição, em 2011.

Trayhorn queria explicar à congregação dos detentos — muitos dos quais cometeram crimes de abuso sexual — sobre a mensagem cristã do perdão. Em um culto, ele leu uma passagem de 1 Coríntios 6, que condena vários pecados, incluindo o comportamento homossexual.

No entanto, as autoridades prisionais deram ao pastor uma última advertência, por considerarem que ele havia “violado as leis de igualdade”. Trayhorn alegou que foi forçado a abandonar o seu emprego remunerado como jardineiro por causa do caso, e levou a diretoria do presídio de Littlehey ao tribunal de trabalho.

O caso do ministro foi defendido pelo Centro Legal Cristão (CLC), que processou a prisão pela chamada "demissão construtiva" — que ocorre quando a empresa cria um ambiente de trabalho hostil para o funcionário e o leva a se demitir.

No entanto, o tribunal concluiu que Trayhorn falou aos presidiários de forma "insensível", e que não levou em conta a natureza especial da congregação dos detentos.

Opinião censurada

Diante do veredicto, Trayhorn lamentou: "Este caso é alarmante por uma série de fatores. O raciocínio do tribunal foi baseado no efeito que a minha mensagem, que incluía versos da Bíblia, teve sobre aqueles que a ouviu. No entanto, aqueles que participam das reuniões na capela frequentam voluntariamente, para adorar a Deus e aprender o que a Bíblia tem a dizer”, disse ele.

“A congregação sabe que a Bíblia será pregada, portanto, as queixas deveriam ter sido consideradas à luz disso”, Trayhorn acrescentou.

De acordo com Andrea Williams, diretora do CLC, este julgamento representa a marginalização sistemática dos cristãos na vida pública. “Vem acontecendo lentamente, caso a caso, setor por setor... Mas em pouco tempo, nenhum cristão, quer seja ordenado como o Sr. Trayhorn, ou simplesmente um trabalhador de escritório, será capaz de declarar abertamente as suas convicções sinceras sem medo de ser reportado ao seu empregador e ser chamado de intolerante”, avaliou.

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