Black Lives Matter remove página de seu site que pregava o fim da família tradicional

A página 'What We Believe' ('No Que Acreditamos') foi removida do site da organização, mas ainda não houve explicação de seus fundadores.

fonte: Guiame, com informações da Fox News

Atualizado: Terça-feira, 22 Setembro de 2020 as 10:32

Militante faz posição sinalizando gesto símbolo do Black Lives Matter em protesto nos EUA. (Imagem: Fox News)
Militante faz posição sinalizando gesto símbolo do Black Lives Matter em protesto nos EUA. (Imagem: Fox News)

O site da organização Black Lives Matter parece ter removido uma página intitulada “What We Believe” (“No Que Acreditamos”), na qual um texto institucional incluía a interrupção da “estrutura da família nuclear prescrita pelo Ocidente” entre seus princípios básicos.

Os usuários que tentaram acessar a página “What We Believe” agora excluída na segunda-feira, receberam a seguinte mensagem: “Página não encontrada ... Desculpe, mas a página que você estava tentando visualizar não existe”.

A página — ainda visível no site ‘Way Back Machine’, que arquiva diversas páginas da web — listava os objetivos do grupo para “transformar a sociedade”.

“Somos auto-reflexivos e fazemos o trabalho necessário para desmantelar o privilégio cisgênero e elevar o povo negro trans, especialmente as mulheres negras trans que continuam a ser desproporcionalmente impactadas pela violência trans-antagônica”, dizia parte do texto.

“Nós interrompemos a estrutura familiar nuclear prescrita pelo Ocidente, apoiando uns aos outros como famílias extensas e 'vilas', que coletivamente cuidam uns dos outros, especialmente nossos filhos, ao ponto de que mães, pais e filhos se sintam confortáveis”, dizia outro trecho do texto sobre seus objetivos.

Sites que arquivam páginas da web, como o Way Back Machine, ainda disponibilizam a visualização da página excluída pelo Black Lives Matter. (Imagem: Way Back Machine)

A exclusão da página foi relatada pela primeira vez pelo jornal ‘The Washington Examiner’.

A remoção da página do site do Black Lives Matter ocorre após uma queda no apoio ao grupo por parte do público dos EUA. Uma pesquisa da Pew Research, divulgada na semana passada mostrou que pouco mais da metade dos adultos americanos, 55%, apoiam o grupo, ante uma alta de 67% em junho, quando o país estava sofrendo com a morte de George Floyd, um homem negro, sob custódia de policiais de Minneapolis.

Os republicanos também atacaram as ideologias marxistas dos fundadores. Em uma entrevista de 2015, a cofundadora Patrisse Cullors identificou a si mesma e a seus colegas cofundadores do BLM como "marxistas treinados".

“Na verdade, acho que temos uma estrutura ideológica”, disse Cullors. “Somos marxistas treinados”.

O Black Lives Matter foi fundado em 2013 em resposta à absolvição de George Zimmerman, o homem que atirou e matou Trayvon Martin, de 17 anos. Uma seção “Sobre” em seu site diz que é uma organização global “cuja missão é erradicar a supremacia branca e construir o poder local para intervir na violência infligida às comunidades negras pelo estado e vigilantes”.

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