Damares reforça posição contra aborto na ONU: “Defenderemos o direito à vida”

A ministra Damares Alves pediu ainda apoio à comunidade internacional para pacificar a crise política que vive a Venezuela.

fonte: Guiame, com informações da Agência Brasil

Atualizado: Segunda-feira, 25 Fevereiro de 2019 as 12:22

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em discurso na ONU. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, em discurso na ONU. (Foto: Reprodução/TV Globo)

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, discursou em defesa à vida nesta segunda-feira (25) em Genebra, na 40ª reunião do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Defenderemos tenazmente o pleno exercício por todos do direito à vida, desde a concepção, e à segurança da pessoa”, disse Damares, fazendo referência ao aborto.

"Quero assegurar a todos o compromisso inabalável do governo brasileiro com os mais altos padrões de direitos humanos, com a defesa da democracia e com o pleno funcionamento do Estado de Direito”, enfatizou.

A ministra ainda pediu apoio da comunidade internacional para pacificar a crise política na Venezuela. “Não poderia deixar de expressar a preocupação do governo brasileiro com as persistentes e sérias violações de direitos humanos cometidas pelo regime ilegítimo — repito, regime ilegítimo — de Nicolás Maduro”, disse.

“O Brasil uniu-se aos esforços do presidente encarregado, Juan Guaidó, não para intervir, mas para prover imediata ajuda humanitária ao povo venezuelano”, acrescentou. “O Brasil apela à comunidade internacional à somar-se aos esforços de liberação internacional da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo o fim da violência das forças do regime contra sua própria população”.

Feminicídio

Damares ainda destacou que um dos principais focos da sua gestão será o enfrentamento à violência contra a mulher. “Não pouparemos esforços no enfrentamento da discriminação e da violência contra as mulheres, sobretudo o feminicídio e o assédio sexual”, afirmou.

“Vamos alcançar, portanto, mulheres, muitas vezes invisíveis, que integram povos e comunidades tradicionais, como as mulheres indígenas, quilombolas, pescadoras artesanais, as quebradeiras de coco, as ribeirinhas, as ciganas, entre outras”, completou.

A ministra citou a recente tragédia causada pelo rompimento de barragem de minério em Brumadinho (MG) e afirmou que o governo brasileiro tem tomado medidas para evitar novos desastres. Ela também reafirmou compromisso em combater a discriminação e a violência contra a comunidade LGBTQI.

Damares Alves deverá se encontrar com a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, segundo a assessoria do ministério.

Também há reuniões com a ministra federal dos Direitos Humanos do Paquistão, Shireen Mazari, o secretário executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Francisco Ribeiro Telles, a imprensa e representantes de organizações da sociedade civil.

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