“Deus nunca nos abandonará”: a mensagem que Billy Graham pregou aos EUA no 11 de setembro

Há 20 anos, na Catedral Nacional de Washington, Graham se dirigia ao povo americano para lhes garantir que Deus não havia se esquecido da América.

fonte: Guiame, com informações de Christianity Daily e Billy Graham Evangelistic Association

Atualizado: Sexta-feira, 10 Setembro de 2021 as 3:42

Billy Graham na Catedral Nacional de Washington, em 14 de setembro de 2001, ministrando ao povo americano. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association).
Billy Graham na Catedral Nacional de Washington, em 14 de setembro de 2001, ministrando ao povo americano. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association).

Há 20 anos, o mundo todo contemplou o terror que surpreendeu os Estados Unidos. A imagem das torres gêmeas desmoronando em uma imensa nuvem de poeira branca acinzentada ficou gravado na memória de quem vivenciou aquele 11 de setembro de 2001.

Desde o atentado, o mundo nunca mais foi o mesmo. Voltando naquela semana de terror nos EUA, relembramos um momento que também se tornou histórico na história americana. Enquanto as pessoas ainda processavam o horror daquela terça-feira, Billy Graham pousava em Washington, passados 3 dias do atentado. 

No dia 14 de setembro, na Catedral Nacional de Washington, o evangelista se dirigiu à uma nação em choque para garantir que Deus não havia se esquecido dos EUA. Em uma mensagem poderosa de esperança, Graham ministrou sobre o amor, misericórdia, conforto e compaixão de Deus.

“Nos reunimos hoje para afirmar nossa convicção de que Deus cuida de nós, qualquer que seja nossa origem étnica, religiosa ou política. A Bíblia diz que Ele é ‘o Deus de todo o conforto, que nos conforta em todas as nossas dificuldades’”, introduziu o evangelista.

No sermão histórico, Billy Graham lembrou sobre a realidade e o mistério do mal. “Já me perguntaram centenas de vezes por que Deus permite a tragédia e o sofrimento. Devo confessar que não sei a resposta. Tenho que aceitar, pela fé, que Deus é soberano e que Ele é um Deus de amor, misericórdia e compaixão em meio ao sofrimento”, declarou.

Graham destacou que o evento terrorista era uma lição sobre a necessidade que o ser humano tem uns dos outros. “Que exemplo Nova York e Washington têm sido para o mundo nos últimos dias! Nenhum de nós esquecerá as fotos de nossos corajosos bombeiros e policiais, ou das centenas de pessoas que aguardam pacientemente na fila para doar sangue”.

“Uma tragédia como essa poderia ter dilacerado nosso país, mas, em vez disso, nos uniu. Então, aqueles perpetradores que assumiram isso para nos separar, funcionou de outra maneira — teve um efeito contrário. Estamos mais unidos do que nunca”, disse.

O pregador também falou sobre a brevidade e a incerteza da vida. “Nunca sabemos quando também seremos chamados para a eternidade. Duvido que aquelas pessoas que embarcaram nesses aviões ou entraram no World Trade Center ou no Pentágono na terça-feira pensaram que aquele seria o último dia de suas vidas. E é por isso que cada um de nós deve enfrentar sua própria necessidade espiritual e comprometer-se com Deus e Sua vontade”, exortou.

Billy Graham finalizou seu sermão incentivando os americanos a serem resilientes e se reconstruírem como nação numa base sólida: na confiança e fé em Deus. “Minha oração hoje é que sintamos os braços amorosos de Deus ao nosso redor e que, ao confiarmos Nele, saibamos em nossos corações que Ele nunca nos abandonará”, concluiu.

A Equipe de Resposta Rápida, um ministério de capelão da Associação Evangelística Billy Graham, foi criada por causa do 11 de setembro e atua até os dias de hoje por todo o mundo, dando apoio espiritual durante crises humanitárias. 


A Equipe de Resposta Rápida da Associação Evangelística Billy Graham ofereceu apoio espiritual durante os atentados do 11 de setembro. (Foto: Billy Graham Evangelistic Association).

 

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