Ex-diretora da 'Planned Parenthood' revela que organização tem lucros abusivos com abortos

"O transporte custa apenas de 4 a 10 dólares para cada clínica, mas eles estão cobrando cerca de 100 a 200 dólares por cada bebê", disse a escritora Abby Johnson.

Fonte: Guiame, com informações do Christian PostAtualizado: terça-feira, 28 de julho de 2015 17:06
Abby Johson é escritora e atuou como diretora da 'Planned Parenthood' durante anos. Atualmente ela é uma militante pró-vida e dá apoio a funcionários que abandonam o que ela chama de 'indústria do aborto'.
Abby Johson é escritora e atuou como diretora da 'Planned Parenthood' durante anos. Atualmente ela é uma militante pró-vida e dá apoio a funcionários que abandonam o que ela chama de 'indústria do aborto'.

Ativista pró-vida e ex-diretora da organização 'Planned Parenthood' no Texas, Abby Johnson disse recentemente que a organização responsável pela maioria dos procedimentos abortivos dos Estados Unidos está lucrando cerca de 100 a 200 dólares com a venda de tecidos e órgãos que de cada bebê abortado.

"O transporte custa apenas de 4 a 10 dólares para cada clínica, mas eles estão cobrando cerca de 100 a 200 dólares por cada bebê", disse Johnson ao The Christian Post, quando questionado se há um lucro a partir da coleta de órgãos / tecidos de bebês abortados.

"Eles estão cobrando 'taxas adicionais', mas, na realidade, não há 'taxas adicionais', exceto para os custos mínimos de transporte", afirmou. "Definitivamente há um lucro sendo gerado e isso é um problema diante da lei atual".

Falando sobre a legalidade da prática, Johnson explicou que "se há uma brecha, a 'Planned Parenthood vai explorar esta lacuna".

Abby também é autora do livro "Unplanned" ("Não Planejado") e escreveu uma carta aberta a Deborah Nucatola - diretora sênior de serviços médicos da Planned Parenthood - aconsenlhando-a a deixar o que ela chama de 'indústria do aborto'. Nucatola foi destaque no primeiro vídeo polêmico, que revelou o esquema de venda de tecidos e órgãos de bebês abortados nos EUA e a participação da Planned Parenthood neste processo.


Vídeos chocantes

O primeiro vídeo secreto CMP mostrou Nucatola casualmente bebendo vinho e comendo salada ao discutir a venda de partes do corpo do bebê abortados. Ela ainda revelou que chega a alterar os procedimentos de aborto, movendo os bebês à posição pélvica, aumentando a probabilidade de que possa realizar o aborto, mantendo os órgãos do bebê intactos e em boas condições para a venda.

Johnson contou ao Christian Post que, desde a divulgação dos vídeos sobre as transações negociadas, mostrando o disfarce colocado sobre a venda de tecidos e órgãos de bebês abortados, ela já soube de quatro funcionários da clínica que deixaram o ramo do aborto.

"Eu acho que nós vamos ver mais e mais trabalhadores saindo [da empresa] e eles vão precisar de cura quando eles saem", disse Johnson, o presidente e fundador da organização sem fins lucrativos "And Then There Were None", que fornece ajuda financeira, emocional, espiritual e assistência jurídica aos ex-funcionários da clínica de aborto.


Parlamento

Cerca de 50 senadores norte-americanos pediram ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos para analisar a legalidade das práticas da 'Planned Parenthood' com relação à colheita de tecidos e órgãos dos bebês abortados. No entanto, os democratas estão fazendo suas próprias manchetes, chamando para que as informações divulgadas nos vídeos sejam checadas / investigadas.

"Planned Parenthood faz de tudo para encontrar brechas e as explora muito bem", Johnson reiterou.

O candidato presidencial Sen. Lindsey Graham, postou no Twitter, na semana passada, uma exortação aos legisladores, para que votem a favor e passar da lei proibição do aborto, que ele introduziu no Senado.

De acordo com o jornal 'US News & World Report', o projeto de lei de Graham tem o apoio de 45 senadores, entre republicanos e democratas, mas o líder do Senado, Mitch McConnell prometeu a Graham uma votação sobre a medida, apesar de nenhuma data ter sido definida.

A legislação que visa retirar o apoio financeiro do governo à Planned Parenthood foi introduzida na Câmara e no Senado. Segundo o jornal 'The Hill' publicou na última sexta-feira (24), McConnell irá acelerar o processo legislativo, após o senador Ted Cruz (Texas) ter acusado o líder do Senado de tentar desviar a atenção do assunto.

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