Homem desiste de suicídio após ser tocado por Deus em célula: “Minha alma vazia se encheu”

Depois de anos com depressão, Antônio Callado recebeu um convite que mudou sua vida. Pela primeira vez em uma célula, ele sentiu a presença de Deus e teve a alma curada.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 27 Fevereiro de 2020 as 11:33

Antônio Callado foi batizado quatro meses depois se entregar a Cristo. (Foto: Igreja Batista Atitude)
Antônio Callado foi batizado quatro meses depois se entregar a Cristo. (Foto: Igreja Batista Atitude)

Há sete anos com depressão, Antônio Callado Júnior sentia que as altas doses de antidepressivos, ansiolíticos e calmantes já não faziam mais efeito. Em seu trabalho como coordenador de um centro de especialidades de saúde, seus colegas conseguiam notar que ele não estava bem.

“A dor e o vazio faziam eu acreditar que o melhor seria morrer, todavia tentava levar uma vida aparentemente normal, mas isso era muito difícil”, disse Antônio ao site da Igreja Batista Atitude, sediada no Rio de Janeiro. “Perdi mais de 15 quilos em menos de um mês. Já não me olhava no espelho e vivia unicamente para o trabalho”.

Por causa de seu cargo no trabalho, em abril de 2019, ele teve que visitar uma das doutoras que estava afastada por motivos de saúde. Quando Antônio percebeu que ela estava com um quadro de saúde grave, mas com uma aparência melhor que a dele, decidiu que havia chegado o momento de tirar a própria vida.

“Como fui acompanhado de outra colega de trabalho, deixei elas conversando e fui para um canto da sala para pesquisar no Google as melhores maneiras de me suicidar, pois percebia que para mim não tinha outro jeito senão a morte”, lembrou.

Saindo do hospital, no entanto, Antônio recebeu uma ligação que mudaria o rumo de sua vida. Para sua surpresa, a doutora que ele havia visitado o convidou para ir a uma célula.

“Eu não sabia o que era célula, mas por ela ser evangélica acreditei ser mais uma igreja com um novo nome. Eu aceitei por educação, embora já tinha determinado que ao final daquela semana iria tirar a minha própria vida”, contou. “Ao desligar o telefone disse a mim mesmo: ‘Irei na igreja, mas se nada mudar em mim, irei de lá mesmo para Praia da Reserva (situada na Barra da Tijuca) e fazer o que tenho que fazer’”.

Mais tarde, Antônio recebeu uma ligação de uma das pessoas da célula que passou o endereço, horários e o incentivou a participar. No dia seguinte, com a intenção de ir para a célula, ele acordou se despedindo mentalmente de tudo. 

“Logo que cheguei no meu trabalho, arrumei minha mesa, documentos para facilitar a vida do novo coordenador que ficaria no meu lugar, no horário de almoço, fiz uma carta de despedida para meus pais e para minha filha”, relatou.

Dia marcado por Deus

Ele conta que, por dentro, estava “contando as horas” para o sofrimento acabar. Ele chegou no endereço da célula, tocou o interfone duas vezes e ninguém o atendeu. “Era tudo que eu queria”, comentou.

“Quando eu virei as costas para ir embora, um rapaz que estava atrás de mim me perguntou: ‘Você vai para a célula?’ Eu disse: ‘Sim’. Aí, ele abriu o portão para mim e eu não tinha mais como correr. Subi até o apartamento e quando a porta abriu, vi várias pessoas felizes, rindo, conversando, não parecia uma igreja”, contou.

“Fiquei sem entender, mas aquelas pessoas tinham um brilho diferente”, observou Antônio. “Contando as horas para meu sofrimento acabar enquanto elas estavam felizes”.

Mas foi no momento da oração, quando Antônio fechou os olhos, que ele sentiu vida através da presença de Deus. “Senti sobre mim uma presença tão grande que minha alma que estava vazia se encheu, onde era trevas nasceu a Luz, onde era tristeza, veio alegria. Comecei a chorar, mas era um choro diferente de todos que já tive”.

“Naquela noite quando sai da célula, ao invés de ir para a Praia da Reserva tirar minha vida, fui para casa dormir como um bebê. Desde então não tomo mais remédios para dormir”, celebrou.

No domingo seguinte, Antônio entregou sua vida a Jesus em um culto na Batista Atitude e quatro meses depois foi batizado. “Na ocasião eu ainda fazia uso de um único antidepressivo, mas hoje, para a honra e glória de Deus, não uso medicamento algum”, testemunhou.

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